Ir para o conteúdo

InternacionalCrédito · BlackRock

Crise no crédito privado dos EUA atinge grandes gestoras

JP Morgan reduz exposição e BlackRock limita resgates em fundos com US$ 26 bi enquanto mercado de US$ 1,8 tri enfrenta pressão

por

· 2 min

Atualizado em

Foto de Towfiqu barbhuiya na Unsplash

O mercado de crédito privado dos Estados Unidos, avaliado em US$ 1,8 trilhão, enfrenta sinais crescentes de tensão. O JP Morgan anunciou restrições em empréstimos para fundos de crédito privado após registrar perdas contábeis em operações de financiamento a empresas de software, setor vulnerável ao avanço da inteligência artificial.

Bancos reduzem exposição ao crédito privado

Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, afirmou que o banco adotou postura mais prudente em empréstimos com garantias de ativos de empresas de software. Troy Rohrbaugh, co-CEO da área comercial do banco, declarou a analistas que a instituição está se tornando mais conservadora em relação aos riscos no crédito privado, segundo informações do Brazil Journal.

As companhias de software estão entre os maiores tomadores de crédito privado, geralmente em operações realizadas por gestoras de private equity. Os grandes bancos concedem empréstimos a esses fundos recebendo como colateral as dívidas das empresas financiadas.

Gestoras limitam resgates em fundos bilionários

A BlackRock restringiu a 5% do saldo os resgates antecipados no HPS Corporate Lending Fund, com US$ 26 bilhões em ativos. A Cliffwater enfrentou solicitações de resgates de 14% em seu principal fundo de US$ 33 bilhões, limitando as saídas a 7%.

A Blackstone tomou direção oposta e aceitou retiradas de até 7,9% no fundo BCRED, de US$ 82 bilhões, percentual inédito acima do limite contratual de 5%. Para cobrir os US$ 3,8 bilhões em resgates, mais de 25 executivos da gestora injetaram US$ 150 milhões, complementados por outros US$ 250 milhões da firma.

Dilema entre liquidez e estratégia de longo prazo

O setor enfrenta um impasse: permitir resgates antecipados compromete a estratégia de longo prazo, mas restringir saques afugenta investidores de varejo que as gestoras buscavam atrair. Jon Gray, presidente da Blackstone, defendeu a qualidade dos ativos, citando crescimento de 10% no EBITDA dos tomadores.

O estresse atingiu as ações das gestoras. A Blackstone acumula queda de 32% no ano, enquanto a BlackRock recuou 12% no mesmo período.

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.