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Cristiane Nogueira assume comando da Getnet no Brasil

Cristiane Nogueira foi escolhida para comandar a Getnet no Brasil no lugar de Cassio Schmitt. Troca depende de aval do Banco Central, esperado em outubro.

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· 2 min

Atualizado em

Cristiane Nogueira, CEO da Getnet (Diuvlgação/Divulgação)

Cristiane Nogueira foi escolhida para assumir o comando da Getnet no Brasil, no lugar de Cassio Schmitt. A mudança depende de aval do Banco Central, esperado para outubro. Schmitt permanece no cargo até a conclusão da transição e, depois, segue no conselho de administração da companhia.

A operação que a nova CEO da Getnet recebe

Indicador 2025
Volume processado 238 bilhões de euros
Transações 10,5 bilhões
Base de clientes 1,2 milhão
Operações Brasil, México, Chile, Argentina, Uruguai, Espanha e Portugal

Números da Getnet em 2025. Fonte: Exame

O currículo da nova CEO da Getnet

Para Cristiane Nogueira, a nomeação é um retorno à casa. A executiva já passou mais de três anos pela Getnet Brasil e acumula mais de nove anos no Santander. No currículo também estão BankBoston, Banco Safra e Punto, da Edenred. Ao todo, são mais de 25 anos no mercado financeiro e de pagamentos.

A executiva assume em um momento de competição mais acirrada na adquirência, com disputa por margens, serviços e relacionamento com os lojistas. A missão descrita pela companhia é avançar na oferta de soluções para além das maquininhas tradicionais e acelerar o crescimento da operação brasileira, na linha do plano de crescimento de 10% para 2026, apoiado em cross-border e IA.

“Nosso foco será dar continuidade a essa jornada de crescimento, fortalecendo nossa capacidade de inovar e de entregar soluções que apoiem o desenvolvimento dos nossos clientes”, afirma Cristiane Nogueira.

A transição e o aval do Banco Central

Cassio Schmitt está à frente da Getnet Brasil desde 1º de abril de 2022, quando substituiu Pedro Coutinho. Ele deixa a cadeira de CEO, mas não a companhia. “Tenho muito orgulho do que construímos juntos e sigo no Conselho de Administração com a certeza de que a companhia está bem estruturada para os próximos capítulos dessa evolução”, diz o executivo.

A troca acontece enquanto a operação brasileira aprofunda a integração com o banco controlador e a agenda de tecnologia. Em maio de 2026, o Santander levou a maquininha da Getnet para dentro do app PJ, e a adquirente detalhou a aposta em IA para tornar os pagamentos invisíveis.

O que observar

Trocas de comando em adquirentes ligadas a grandes bancos carregam uma particularidade: o nome escolhido só entra formalmente depois do aval do BC, e a janela entre o anúncio e a homologação costuma concentrar decisões de orçamento e de roadmap para o ano seguinte. Vale acompanhar se essa janela adia contratações e revisões de contrato com lojistas, ou se a transição corre com o time comercial já orientado pelo novo comando.

A segunda pergunta é de rota. Quando o discurso é ir além do terminal físico, o teste prático aparece em quanto da receita passa a vir de serviços recorrentes, antecipação, conciliação e crédito, e não do aluguel de máquina.

Fontes: ExameMoney Times

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