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Rodadas e M&AInternacional · Citadel

Crypto.com capta US$ 400 mi e é avaliada em US$ 20 bi

A Crypto.com captou US$ 400 milhões da Citadel Securities, sua primeira rodada institucional em 10 anos, e passou a ser avaliada em US$ 20 bilhões.

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Atualizado em

A Crypto.com captou US$ 400 milhões da Citadel Securities, sua primeira rodada institucional em 10 anos de história, em um negócio que avalia a plataforma em US$ 20 bilhões. O dinheiro vai bancar a expansão em valores mobiliários tokenizados e derivativos, uma aposta na “institucionalização” da cripto que chega ao Brasil no momento em que a CVM define o que uma exchange pode ou não oferecer.

Os termos do aporte da Citadel na Crypto.com

Item Detalhe
Aporte US$ 400 milhões
Avaliação US$ 20 bilhões
Investidor Citadel Securities
Rodada 1ª institucional em 10 anos
Uso dos recursos Valores mobiliários tokenizados e derivativos

Investimento estratégico anunciado em 16 de julho de 2026. Fonte: PYMNTS

Um aporte para a era dos ativos tokenizados

O objetivo declarado é aproximar os ativos digitais dos mercados financeiros tradicionais, criando um ecossistema que funcione 24 horas por dia. Executivos das duas empresas descreveram o negócio como um passo na “institucionalização” do setor, com a cripto virando a infraestrutura de base das finanças. “Depois de construir a infraestrutura regulatória e tecnológica certa ao longo da última década, a Crypto.com está agora perfeitamente posicionada para capturar essa nova onda de crescimento em todas as classes de ativos”, afirmou Kris Marszalek, cofundador e CEO da Crypto.com, no comunicado (em tradução livre). A empresa também mira mercados de previsão e ativos do mundo real tokenizados (RWAs), e vinha reforçando sua base regulatória, como na aprovação condicional do OCC nos Estados Unidos.

O aporte chega em meio a uma reestruturação interna. Em março de 2026, a Crypto.com cortou cerca de 12% do quadro para direcionar o foco à integração de inteligência artificial, movimento que acompanhou cortes de outras empresas do setor, como Block (40%) e Gemini (25%). Analistas leem os cortes como parte de uma transição em que as companhias reavaliam o tamanho dos times diante da maior capacidade de produção de produtos com IA.

O Brasil na corrida por valores mobiliários tokenizados

A aposta da Crypto.com em ações e derivativos tokenizados cai em um momento sensível no Brasil. Em julho de 2026, a CVM afirmou que a licença do Banco Central não autoriza, por si só, uma prestadora de serviços de ativos virtuais a oferecer ações ou derivativos tokenizados sem autorização específica. “Uma ação permanece sendo uma ação, ainda que seja utilizado o suporte tecnológico de um token para representá-la ou constituí-la”, registrou o regulador, segundo o Cointelegraph Brasil.

A tokenização, no entanto, avança no país e domina a agenda regulatória local, com entidades debatendo a reforma da CVM sobre tokenização, ao mesmo tempo em que provedores de infraestrutura entram no mercado de tokenização. O aporte global reforça que a fronteira entre mercado de capitais e cripto é o próximo campo de disputa.

O que observar

O ponto a acompanhar é se a entrada de capital institucional e de formadores de mercado acelera de fato a convergência entre finanças tradicionais e cripto, ou se a promessa de um mercado tokenizado 24 horas esbarra na estrutura regulatória. Provedores de liquidez e corretoras de ativos virtuais que quiserem oferecer valores mobiliários tokenizados terão de operar sob dois mundos regulatórios ao mesmo tempo, o de ativos virtuais e o de mercado de capitais.

No Brasil, a pergunta é operacional: se um token que representa uma ação continua sendo uma ação aos olhos do regulador, o teste será medir quanto da inovação prometida cabe dentro das regras já existentes, e quanto vai depender de novas autorizações. Vale observar se as plataformas conseguem transformar o discurso de institucionalização em produtos que passem no crivo de autoridades como a CVM e a SEC.

Fontes: PYMNTSCoinDeskCointelegraph Brasil

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