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Startups do Cubo Itaú captam R$ 1,6 bi em 2025 com alta de 63%

Startups do Cubo Itaú captaram R$ 1,6 bilhão em 2025, alta de 63%. Hub reúne 500 startups com R$ 7,5 bilhões em faturamento e modelo B2B como diferencial no ciclo seletivo de venture capital.

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Atualizado em

Créditos: Divulgação

As startups do Cubo Itaú captaram R$ 1,6 bilhão em investimentos em 2025, alta de 63% sobre o ano anterior. O hub de inovação, que reúne mais de 500 startups ativas e 30 mil conectadas na plataforma digital, registrou R$ 7,5 bilhões em faturamento agregado das empresas da comunidade.

Investimentos captados por startups do Cubo Itaú

Ano Volume captado Contexto
2022 ~R$ 5 bilhões Pico do ciclo de venture capital
2023 R$ 2,8 bilhões Correção pós-boom de juros altos
2024 ~R$ 1 bilhão Vale do ciclo, investidores seletivos
2025 R$ 1,6 bilhão (+63%) Retomada com foco em B2B e receita

Dados de 2022 e 2023 de reportagens anteriores. Fonte: Baguete / Gazz Conecta

Modelo B2B e conexão com corporações como motor de captação

Mais de 70% das startups do Cubo são focadas em modelo B2B, conectadas a uma rede de mantenedores que inclui Dasa, TIM, Stellantis, Saint-Gobain e CNH Industrial, além do próprio Itaú BBA. “O crescimento expressivo no volume de investimentos mostra que, mesmo em um cenário global mais seletivo para venture capital, startups com soluções relevantes e conectadas a grandes empresas continuam atraindo capital”, disse Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú.

O resultado coincide com uma retomada seletiva do venture capital no Brasil. Das 11 maiores rodadas brasileiras de 2025, que somaram US$ 576 milhões, fintechs representaram três operações. Entre os destaques do ecossistema do Cubo está o Asaas, que recebeu autorização do Banco Central para operar como financeira e captou US$ 150 milhões no período. O hub, inaugurado em 2015 pelo Itaú Unibanco com a Redpoint eventures, completa uma década como o maior hub de inovação da América Latina.

O que observar

A alta de 63% é expressiva mas precisa de contexto: o volume de R$ 1,6 bilhão em 2025 está distante dos R$ 5 bilhões de 2022 e dos R$ 2,8 bilhões de 2023, indicando que a retomada é gradual, não explosiva. O dado relevante é o perfil: hubs conectados a corporações captam mais do que startups isoladas num mercado onde investidores priorizam receita sobre crescimento. Vale acompanhar se esse modelo de distribuição via corporações, onde startups B2B ganham acesso a clientes via mantenedores, se consolida como o principal canal de geração de valor no ecossistema brasileiro de inovação.

Fontes: BagueteStartups.com.brGazz Conecta

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