O Desenrola 2.0 entrou em vigor na segunda-feira (4) com 6 bancos confirmando adesão ao programa federal de renegociação de dívidas. Caixa e Nubank já atendem clientes pelos canais oficiais; BB, Bradesco, Itaú e Santander abriram pré-cadastro e aguardam conclusão das questões técnicas junto ao Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Desenrola 2.0: status por banco
| Banco |
Status |
Canal |
| Caixa |
Operacional |
Telefone (0800 104 0104), agências, site e WhatsApp |
| Nubank |
Operacional |
App (sem redirecionamento externo) |
| Banco do Brasil |
Pré-cadastro |
Site para manifestação de interesse |
| Bradesco |
Pré-cadastro |
Formulário no portal oficial |
| Itaú |
Pré-cadastro |
Link específico no site, aguarda FGO |
| Santander |
Em breve |
A ser comunicado; condições especiais para fora do critério |
Status em 5 de maio de 2026. Fonte: Isto É Dinheiro
O que cada banco está oferecendo
A Caixa Econômica Federal é a instituição mais operacional no início do programa: clientes podem ligar para o Alô CAIXA, comparecer a agências, acessar o site ou acionar o WhatsApp para negociar. O Nubank também já atende: “a jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento, e conclui o acordo em poucos toques”, afirmou o banco em nota.
Banco do Brasil, Bradesco e Itaú criaram canais digitais para que clientes manifestem interesse, mas ainda aguardam a finalização de questões técnicas de conexão com o FGO antes de operacionalizar as renegociações. O Santander informou que está “preparado para iniciar a oferta… o mais brevemente possível” e que possui condições diferenciadas para clientes que não se enquadram nos critérios do programa. A Febraban garantiu que “todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar suas dívidas” dentro do prazo de adesão.
Quem pode participar e condições
Na categoria Famílias, podem aderir pessoas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas em cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso mínimo de 90 dias e máximo de 2 anos. Os descontos vão de 30% a 90%, dependendo do tipo e do tempo de inadimplência. Para quem adere, os novos contratos terão taxa máxima de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e limite de R$ 15 mil por pessoa por banco.
Uma novidade operacional: trabalhadores podem usar até 20% do saldo do FGTS, ou no mínimo R$ 1 mil (o maior dos dois valores), para quitar parcial ou integralmente dívidas no programa. O contexto é de pressão: a inadimplência atingiu recorde histórico em janeiro, com 5,3% das operações em atraso. O Novo Desenrola tem duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas; para o produtor rural, o prazo vai até 20/12/2026.
O que observar
A lacuna entre lançamento do programa e operacionalização plena dos bancos é o principal gargalo imediato. A exigência de conexão técnica ao FGO antes do início das renegociações cria um período de incerteza para devedores elegíveis que tentarem renegociar com instituições ainda em fase de pré-cadastro. O teste prático será verificar se a infraestrutura do fundo aguenta a demanda concentrada nas primeiras semanas, quando a maioria dos bancos deve ter concluído as adequações.
Vale acompanhar também o impacto da condição de bloqueio de CPF em plataformas de apostas por 12 meses, vinculada à adesão ao programa. É uma restrição nova que combina renegociação de dívidas com política de saúde financeira, e pode influenciar a taxa de adesão de devedores que também são usuários ativos de apostas online. O anterior Desenrola Brasil, lançado em 2023, beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas e renegociou aproximadamente R$ 53 bilhões em dívidas.
Fontes: Isto É Dinheiro • Ministério da Fazenda • Let’s Money • Let’s Money