O Desenrola Adimplentes virou medida provisória nesta segunda-feira (29). A linha vai a autônomos com saldo de até R$ 15 mil e dívida em dia ou com até três meses de inadimplência, com teto de 1,99% ao mês contra os 6% a 12% mensais do CDC. Só BB e Caixa confirmaram adesão. Itaú, Bradesco e Nubank ainda decidem; Santander ficou em silêncio.
Para a Febraban, entidade que representa os grandes bancos do país, “o potencial de adesão das instituições financeiras tende a ser mais limitado”, e a participação ficará a critério de cada associado. A ABBC, que reúne bancos médios e regionais, classificou o alcance do programa como “moderado” e apontou “desafios operacionais relevantes” antes da efetiva implementação.
Desenrola Adimplentes em números
| Item | Regra |
|---|---|
| Saldo elegível | Até R$ 15 mil |
| Parcelas já pagas | Pelo menos 4 |
| Atraso máximo | 90 dias |
| Teto de juros | 1,99% ao mês |
| Funding (FGO) | R$ 4 bilhões |
| Garantia FGO | 50% das primeiras perdas; 100% por operação |
| Beneficiários estimados | 200 mil a 500 mil |
Regras do programa Desenrola Adimplentes. Fonte: Valor Econômico
Desenrola Adimplentes nasce com setor já cético
A série histórica do Let’s Money sobre o Desenrola mostra a tensão se acumulando há 30 dias. Em maio, a Febraban alertava sobre encarecimento da dívida das famílias. Bancos avisaram que um teto subsidiado para parte da carteira de CDC tende a repuxar o spread no crédito livre. Em 19 de junho, o ministro Dario Durigan antecipou a montagem do programa com garantia via Fundo Garantidor de Operações (FGO).
“Pela primeira vez na história, o governo está olhando para o trabalhador informal, que não tem carteira assinada. O trabalhador paga 6% a 12% ao mês, com o Desenrola Adimplentes a taxa máxima será de 1,99% ao mês”, disse Durigan no lançamento. O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que “as linhas estão abertas para bancos interessados”.








