O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou nesta terça-feira (24) que governos devem criar incentivos para que empresas amparem trabalhadores que perdem o emprego por causa de inteligência artificial. Falando no Hill & Valley Forum em Washington, Dimon defendeu requalificação profissional, aposentadoria antecipada e recolocação. O JPMorgan já demitiu funcionários por conta de IA e tenta absorvê-los em outras funções.
| Funcionários totais | 318.512 |
| Orçamento de tecnologia 2026 | US$ 19,8 bilhões (+10% a/a) |
| Economia com IA reportada | US$ 2 bilhões |
| Cortes em operações e suporte | -4% e -2% no quadro |
| Novas vagas (atendimento e receita) | +4% |
JPMorgan já corta vagas por IA e tenta recolocar internamente
Segundo o HR Executive, o headcount total do JPMorgan ficou praticamente estável em 318.512, mas a composição mudou: posições em operações caíram 4% e em suporte caíram 2%, enquanto vagas voltadas a atendimento ao cliente e geração de receita cresceram 4%. O banco eliminou funções que a IA substitui e tentou absorver as pessoas em áreas que ainda dependem de humanos.
Em fevereiro, Dimon revelou na CNBC que o banco já demitiu pessoas por causa de IA e ofereceu outros cargos. Na ocasião, disse que a tecnologia pode reduzir a semana de trabalho para três dias e meio. O banco destina US$ 19,8 bilhões em tecnologia em 2026, o maior orçamento do setor, com alta de 10% sobre o ano anterior.
O Let’s Money já havia reportado que o JPMorgan economizou US$ 2 bilhões com IA, enquanto rivais de Wall Street ainda não medem o retorno. A diferença de maturidade é o pano de fundo da fala de Dimon: ele pode bancar recolocação porque já tem escala e ROI provado.








