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Domopay processa 1º aluguel via open banking na Itália

Domopay e Salt Edge processaram o primeiro aluguel pago por open banking na Itália, mercado de € 50 bi ao ano com 90% ainda em transferência manual.

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Shutterstock

A italiana Domopay processou o primeiro pagamento de aluguel via open banking do país, em parceria com a Salt Edge. O mercado de locação da Itália movimenta mais de € 50 bilhões por ano e ainda tem mais de 90% dos pagamentos feitos por transferência bancária manual. No Brasil, o mesmo gargalo vem sendo atacado pelo Pix Automático.

O aluguel italiano antes do open banking

Indicador Valor
Pagamentos de aluguel por ano Mais de € 50 bilhões
Feitos por transferência bancária tradicional Mais de 90%
Tecnologia da parceria Pay by bank (conta para conta)

Dados do mercado italiano de locação divulgados no anúncio da parceria, em julho de 2026. Fonte: Salt Edge

Como o pagamento por conta entra na locação

A Domopay é uma proptech sediada em Milão que reúne verificação de inquilino, cobrança de aluguel e chamados de manutenção num só aplicativo. A checagem de capacidade de pagamento usa dados bancários com consentimento do inquilino e é executada por uma entidade autorizada pelo Banco da Itália. O plano inicial é gratuito, com assinaturas a partir de € 6,99 por mês para quem administra mais de um imóvel.

O que a Salt Edge acrescenta é o trilho de iniciação de pagamento. O inquilino autoriza a transferência dentro do app e o dinheiro sai da conta dele para a do proprietário sem passar por cartão nem por conciliação manual. A empresa opera regulada sob a PSD2, com licença de agregação de contas, e diz estar conectada a mais de 5 mil instituições financeiras em mais de 50 países.

“O mercado de locação da Itália funciona há décadas com transferências bancárias manuais […] O open banking muda tudo isso”, disse Fabrizio Raimondo, cofundador e CEO da Domopay, em tradução livre. Virgiliu Bodrug, especialista em Pay by bank da Salt Edge, afirmou que “o Pay by bank está se expandindo para casos de uso que as pessoas encontram no dia a dia, e o pagamento de aluguel é um exemplo forte dessa evolução”.

O Brasil chegou ao aluguel recorrente por outro caminho

A pergunta que o caso italiano levanta já tem resposta parcial por aqui, só que por um trilho público. O Pix Automático passou de R$ 1 bilhão por mês ao completar um ano, e a base que ele traz não é a mesma dos meios tradicionais: 64% dos pagadores são novos assinantes, gente que não usava cartão para recorrência.

Na Europa, a demanda por pagar direto da conta fora do varejo já aparecia em pesquisa: 41% dos usuários de Pay by Bank querem usar o método além das compras, em contas e serviços. O aluguel também vinha sendo testado por outras rotas, como quando a Visa se uniu à Amenify para transformar aluguel em recompensas.

O que observar

Aluguel é uma das poucas despesas mensais de valor alto que ficou fora da digitalização de pagamentos, e é justamente por isso que virou alvo. Vale acompanhar se as proptechs conseguem converter proprietários pequenos, que administram um ou dois imóveis e não têm equipe de conciliação, ou se a adoção fica concentrada em administradoras e imobiliárias com volume. Esse recorte define se o ganho é de eficiência operacional ou de inclusão de um lado da ponta que hoje opera no manual.

A segunda variável é quem fica com o relacionamento. Quando a cobrança recorrente sai do débito em conta e da fatura de cartão e passa para um trilho de iniciação, emissores perdem um ponto de contato mensal previsível. No Brasil, em que o Pix Automático já roda como infraestrutura pública, a disputa tende a se dar menos pelo trilho e mais pela camada de software que organiza contrato, reajuste e inadimplência em cima dele.

Fontes: MerchantsEyeSalt EdgeDomopay

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