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EBANX cresce 48% em TPV e reforça liderança em 20+ mercados

O EBANX passa a alocar vice-presidentes e diretores na Europa, Singapura, China, África e Cone Sul após crescer 48% em volume de pagamentos em 2025.

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O EBANX distribuiu novos vice-presidentes e diretores por Europa, Singapura, China, África, Oriente Médio e Cone Sul, com a meta declarada de aproximar as decisões dos clientes e dos países onde processa pagamentos. A fintech de Curitiba cresceu 48% em volume total de pagamentos (TPV) em 2025 e hoje mantém times em 22 países.

Onde o EBANX colocou a nova liderança

Região Executivo e cargo
Europa, Oriente Médio e África James Booth, vice-presidente comercial
Produto José Maurício Orsolini Filho, vice-presidente
Singapura Eduardo de Abreu, CPO e CEO regional
Ásia-Pacífico Marcela Farima, Merchant Success; Henrique Simião, Produto
China Liqian Zhang, diretora de Merchant Success
África e Oriente Médio Wiza Jalakasi, líder comercial
Cone Sul Juliana Etcheverry, Issuer Engagement e Growth; Javier Kaniewicz, crescimento em Argentina, Uruguai e Paraguai
Brasil Camila Alcalde, Desenvolvimento de Negócios e Engajamento

Movimentações de liderança anunciadas pelo EBANX em 17 de agosto de 2026. Fonte: EBANX

Quem assume cada frente da liderança regional do EBANX

Booth chega com mais de 15 anos em pagamentos cross-border: era Head of Revenue na Verto depois de quase uma década na PPRO. Orsolini Filho leva três áreas, Produtos Financeiros, Payouts e Product Marketing, depois de ter sido VP de Operações na Loft, COO na Doctoralia e general manager da unidade de fintech da Didi no Brasil. O movimento se soma à ida de Eduardo de Abreu para Singapura, onde acumula os cargos de CPO e CEO regional, depois que a empresa abriu o escritório para Ásia-Pacífico na cidade. O pacote inclui ainda diretorias globais de Regulatório, Excelência Operacional, Segurança da Informação, Parcerias de Canal, Excelência Comercial, Pessoas e Staff e Growth.

“A boa liderança fica perto: perto do cliente e dos países de processamento, onde o crescimento realmente acontece”, disse João Del Valle, CEO e cofundador do EBANX, no comunicado, em tradução livre do inglês. Segundo ele, ao inserir a liderança sênior dentro das próprias regiões a empresa alinha estratégia global e conhecimento local.

O peso dos mercados fora do Brasil

A conta que sustenta a reorganização está no balanço de 2025: 65% do lucro bruto vieram de mercados fora do Brasil, sendo 20% de fora da América Latina. No ano, o volume avançou 100% na Argentina, 87% na Colômbia e 51% no Brasil, e mais que triplicou na África. A empresa processa pagamentos em mais de 20 mercados emergentes da América Latina, África e Ásia, para mais de 500 merchants.

Esse alcance foi construído em cima de conhecimento de trilho local. Em 2025, a companhia participou da construção do Bre-B, o sistema de pagamentos instantâneos da Colômbia, num caso em que uma fintech brasileira exportou aprendizados do Pix para o país vizinho. É o repertório que a nova estrutura tenta replicar em Ásia, África e Oriente Médio, onde a base regulatória e de meios de pagamento é bem diferente da latino-americana.

O que observar

A aposta embutida nesse desenho é que nuance local não se resolve remotamente: engajamento com emissores, aprovação de transação e sucesso de merchant dependem de quem conhece o regulador, o banco e o hábito de pagamento de cada país. O custo do modelo é coordenação e sobreposição de estruturas. O teste prático fica no custo de servir por mercado: se ele cai enquanto a base de clientes cresce, a descentralização se pagou; se sobe, vira camada de gestão sem retorno.

Vale acompanhar também a governança. Quando a maior parte do lucro bruto vem de fora do país-sede, cada mercado adiciona licença própria, requisito de capital e regra de câmbio, e a criação de diretorias dedicadas a regulatório dentro de provedores cross-border responde a isso. Para gateways globais que disputam os mesmos mercados emergentes, o caminho alternativo tem sido parceria com adquirentes e processadoras locais em vez de estrutura própria. A pergunta que fica é qual dos dois modelos entrega margem melhor quando o volume vem de dezenas de trilhos domésticos ao mesmo tempo.

Fontes: Merchants EyeEBANXEBANX Press Room

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