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Benefícios DigitaisIA · Edenred

Edenred reforça IA e leva Ticket ao Apple Pay no Brasil

Edenred aportou €520 mi em tech em 2025, parte de €1,5 bi em 4 anos. Amplify mira 6x em IA até 2028 e leva Ticket ao Apple Pay no Brasil.

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Shutterstock

A Edenred destinou €520 milhões à tecnologia em 2025, mais de 8% acima de dois anos antes, e planeja multiplicar por seis os investimentos em inteligência artificial e dados até 2028 pelo plano Amplify. No Brasil, o Ticket já opera via Google Wallet e Apple Pay, integrando o cartão de benefícios às principais carteiras digitais do mercado.

Edenred: investimento em tecnologia

Período Volume
2022-2025 (acumulado) quase €1,5 bi
2025 (anual) €520 mi (+8% vs. dois anos antes)
Meta Amplify 2028 (IA e dados) 6x o volume atual

Plano Amplify 25-28 da Edenred. Fonte: TI Inside

Edenred migra de portfólio de soluções a plataforma conectada

Entre 2022 e 2025, o grupo destinou quase €1,5 bilhão ao desenvolvimento de produtos e ativos tecnológicos, com foco em segurança, ciência de dados e inteligência artificial. O Amplify, plano estratégico lançado em novembro de 2025, orienta a empresa até 2028 em três eixos: atrair novos usuários, ampliar o valor por usuário e ativar serviços para parceiros comerciais. Um dos compromissos centrais é multiplicar por seis os investimentos anuais em IA e dados em relação ao patamar atual.

“Estamos evoluindo de um portfólio de soluções para uma plataforma conectada, em que diferentes atores interagem de forma integrada. A tecnologia é o que permite escalar essa rede com segurança, inteligência e eficiência”, disse Romain Dayan, Diretor de Global Technologies para Américas da Edenred. Dos 12 mil colaboradores da empresa em 44 países, 3.500 atuam diretamente em tecnologia.

Brasil como laboratório de integrações digitais

No mercado local, onde fintechs de benefícios já usam IA para crescer no segmento, a Edenred avançou na digitalização do Ticket: os cartões Ticket Restaurante, Alimentação, Flex e Super Flex passaram a ser aceitos via Google Wallet e Apple Pay. A maquininha Punto, da mesma empresa, já opera com pagamentos por aproximação e QR Code. Para Dayan, o Brasil acelera inovações que depois escalam globalmente, por ser um dos mercados com maior adoção de tecnologia em meios de pagamento.

A empresa mantém um hub interno chamado La Fabrique, que conecta equipes a startups externas, e investe em capacitações para que colaboradores operem com mentalidade orientada a IA. O movimento acompanha uma tendência mais ampla no setor financeiro brasileiro: em setembro de 2025, o BNDES anunciou financiamento para plataforma nacional de IA voltada a bancos e fintechs, sinal de que a infraestrutura de inteligência artificial no setor está em construção acelerada.

O que observar

Emissoras de benefícios corporativos que ampliam IA e migram usuários para carteiras digitais reduzem a dependência de regulações específicas por modalidade de produto, um vetor de risco concreto no mercado brasileiro. A capacidade de desacoplar o pagamento do vínculo físico com o cartão tradicional, por meio de NFC e QR Code, altera a lógica competitiva do segmento: quem controla a interface de pagamento acumula dados comportamentais que permitem personalização de benefícios e dificultam a portabilidade para concorrentes.

Com metas de multiplicar por seis os investimentos em IA até 2028, a pergunta operacional é sobre retorno mensurável: quais fluxos ou produtos serão redesenhados com inteligência artificial? Vale acompanhar se o ritmo de adoção das integrações com carteiras digitais aparece em métricas de engajamento nas próximas divulgações de resultado do setor.

Fontes: TI InsideLet’s MoneyLet’s Money

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