A Elliptic captou US$ 120 milhões em uma rodada Série D liderada pela gestora europeia One Peak, com Deutsche Bank, Nasdaq Ventures e British Business Bank no cap table. A operação avalia a empresa britânica de análise e conformidade de blockchain em US$ 670 milhões, e será usada para escalar analytics on-chain de nível empresarial para bancos, fintechs e agências governamentais.
Elliptic: Série D 2026
Campo
Dado
Valor captado
US$ 120 milhões
Valuation
US$ 670 milhões
Lead
One Peak
Co-investidores
Deutsche Bank, Nasdaq Ventures, British Business Bank
Fundada em 2013, a Elliptic construiu ao longo de uma década um conjunto de dados proprietário que cobre mais de 65 blockchains por meio de coleta e rotulagem contínuas de ativos e entidades. Segundo o press release da empresa, a plataforma monitora mais de 1 bilhão de transações por semana e atende 700 clientes em 30 países, incluindo bancos globais, exchanges e agências governamentais.
Gestora de growth equity europeia, liderou a rodada
Deutsche Bank
Banco global com estratégia ativa em blockchain e ativos digitais
Nasdaq Ventures
Braço de venture do maior operador de bolsas dos EUA
British Business Bank
Banco de desenvolvimento do governo britânico
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IA como camada de conformidade em escala
A Elliptic afirma ter implantado conformidade nativa de IA em escala empresarial em 2025, justamente quando stablecoins e ativos tokenizados deixaram a periferia da inovação financeira para se tornar a infraestrutura por onde o valor se move globalmente. “Os sistemas financeiros estão sendo reconstruídos on-chain”, disse Simone Maini, CEO da Elliptic. “As instituições que lideram essa transição precisam de um parceiro de análise on-chain que corresponda à sua escala, sofisticação e ambição.”
Sabih Behzad, chefe global de transformação de ativos e moedas digitais do Deutsche Bank, acrescentou: “O crescimento sustentável dos ativos digitais depende de bases sólidas de risco e conformidade de nível institucional […] Nosso investimento na Elliptic reflete nosso foco no fortalecimento dessas bases.”
O que observar
A entrada de um banco global e do operador de uma das maiores bolsas do mundo no cap table de uma empresa de compliance indica que a camada de rastreabilidade on-chain está sendo tratada como infraestrutura crítica, não como produto opcional. Vale acompanhar se esse modelo, em que grandes instituições financeiras tornam-se investidoras e clientes simultâneas de ferramentas de conformidade, acelera a padronização regulatória em mercados como o europeu, onde MiCA já exige monitoramento on-chain para prestadoras de serviços de ativos virtuais.
Para bancos e fintechs que constroem estratégias de tokenização e stablecoin, a disponibilidade de compliance empresarial como serviço pode reduzir a barreira de entrada em ativos digitais, mas também concentra uma função crítica em poucos fornecedores especializados. A pergunta que fica: em mercados onde reguladores locais impõem requisitos específicos, como o ambiente brasileiro com Drex e regulação de VASP, soluções globais de analytics conseguem adaptar a rotulagem e os critérios de risco com a velocidade exigida?