A processadora de pagamentos Euronet estendeu o acordo que mantém com a Fireblocks e vai permitir que bancos e fintechs ponham na rua cartões cujo saldo fica guardado em stablecoin. Segundo o Valor, o produto será oferecido a quem já emite cartão pela Euronet, apoiado nas carteiras que a Fireblocks fornece. As empresas não informaram data de disponibilidade.
Como o cartão com saldo em stablecoin vai funcionar
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Adesão | A Fireblocks abre uma carteira integrada para cada cliente |
| Depósito | O dinheiro em moeda fiduciária é trocado por USDC antes de virar saldo |
| Uso | Login de sempre, sem carteira cripto à parte nem seed phrase |
| Emissão e processamento | Plataformas Ren e CoreCard, da Euronet |
Modelo descrito pelas empresas. Fonte: Valor Econômico
Da liquidação entre parceiros ao cartão do cliente final
A relação entre as duas companhias existe desde outubro de 2025 e, até agora, ficava nos bastidores: acerto de contas com parceiros e financiamento prévio de pagamentos. A etapa nova estende o escopo aos cartões, voltados aos bancos e fintechs que já usam a infraestrutura da Euronet.
O desenho tira do usuário a parte técnica. Quem aderir recebe uma carteira criada pela Fireblocks, e o valor depositado em moeda fiduciária é trocado por USDC, a stablecoin pareada ao dólar, e só então aparece como saldo. Para gastar, basta o login habitual, sem lidar com a seed phrase, a lista de palavras usada para recuperar uma carteira cripto.
“As stablecoins mudaram fundamentalmente a forma como o dinheiro pode circular pelo mundo, mas seu verdadeiro potencial será alcançado quando elas se tornarem tão fáceis de usar quanto os produtos de pagamento dos quais consumidores e empresas já dependem diariamente”, afirmou Vishal Pasari, da Euronet. Na leitura do executivo, o produto tenta unir moedas digitais à rede de aceitação que os cartões já têm.
Ren e CoreCard são as duas plataformas com que a Euronet emite e processa cartões. Na América Latina, a lista de usuários inclui o equatoriano Banco Guayaquil, a peruana Unibanca e a operação paraguaia do Banco Itaú.








