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Itaú aluga Esther Towers da EZTec em contrato de R$ 1,17 bi

O Itaú Unibanco alugou os 91,4 mil m² do Esther Towers da EZTec por dez anos, renovável por mais cinco, com receita estimada em R$ 1,17 bilhão.

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Atualizado em

Foto: Divulgação/EZTec

O Itaú Unibanco vai ocupar por inteiro o Esther Towers. A EZTec informou nesta quinta (17) que alugou o complexo corporativo, na zona sul paulistana, para o banco por dez anos. São cerca de 91,4 mil m² de laje, e os aluguéis somariam aproximadamente R$ 1,17 bilhão na primeira década, pela conta da própria incorporadora.

O contrato em números

Indicador Dado
Locatário Itaú Unibanco
Empreendimento Esther Towers (av. Chucri Zaidan, zona sul de SP)
Área locável ~91,4 mil m²
Prazo 10 anos, com renovação por mais 5
Receita estimada ~R$ 1,17 bilhão em 10 anos (segundo a EZTec)
Locadora Mairiporã Incorporadora (EZ Inc)

Dados do contrato anunciado pela EZTec. Fonte: Valor Econômico

O desenho do contrato

O vínculo vale por dez anos de largada e pode ser esticado por outros cinco. A parte locadora é a Mairiporã Incorporadora, controlada pela EZ Inc. O prédio fica na avenida Chucri Zaidan, um dos eixos de escritórios de alto padrão no sul da capital paulista. A entrada do banco não será imediata: acontece aos poucos, à medida que as torres que formam o complexo forem sendo concluídas. Por ser um empreendimento de mais de uma torre, é esse cronograma escalonado de entregas que vai ditar o ritmo em que o Itaú assume os andares.

A cifra informada pela incorporadora, de aproximadamente R$ 1,17 bilhão, cobre só a primeira década do contrato. É o quanto a EZTec projeta receber antes mesmo de considerar a renovação de cinco anos já prevista. Vale a distinção: o negócio é de aluguel, não de venda do ativo. A propriedade das torres continua com o grupo incorporador, que passa a ter no banco um pagador de aluguel de longo prazo.

Um banco como inquilino âncora

Ter uma instituição financeira de grande porte tomando um complexo inteiro dá previsibilidade rara a um projeto de escritórios. Para a EZTec, mais associada à atuação residencial, o acordo converte um empreendimento corporativo em fluxo de aluguel de dez anos com um único inquilino de crédito robusto. O apetite por imóveis aparece em várias frentes do mercado brasileiro, do crédito imobiliário às lajes corporativas. O passo também dialoga com a aproximação do Itaú desse setor, terreno em que o banco criou uma área de properties no Itaú BBA.

O que observar

A operação interessa a incorporadoras que buscam converter torres corporativas em renda recorrente, a fundos imobiliários de lajes e a grandes empresas que avaliam concentrar suas operações em um único endereço. Vale acompanhar se contratos longos com locatário único, ancorados em instituições financeiras, vão se tornar padrão para viabilizar novos complexos de escritórios em São Paulo, como o custo de ocupação pesa na estratégia imobiliária de bancos que já reduzem espaço com trabalho híbrido, e o que acontece com a receita projetada caso a entrada gradual atrase frente ao cronograma de conclusão das torres.

Fontes: Valor Econômico

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