O conselho diretor da Febraban aprovou o nome de Leandro Vilain, CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), para a presidência-executiva da entidade, no lugar de Isaac Sidney. A troca de comando só se completa ao fim de um período de transição que vai até outubro, já passadas as eleições presidenciais.
A indicação partiu de Milton Maluhy Filho, presidente do conselho diretor da Febraban e CEO do Itaú Unibanco, e foi anunciada em 31 de agosto de 2026. Em nota, a federação chamou o movimento de “transição institucional harmoniosa e planejada” e registrou que o próprio Sidney pediu para sair do posto. “A mudança na liderança executiva reflete uma decisão alinhada há mais de um ano”, afirmou a entidade.
Como a sucessão foi montada
| Quando | Marco |
|---|---|
| Março de 2020 | Isaac Sidney assume a presidência da Febraban |
| Março de 2025 | Sidney sinaliza ao presidente do conselho diretor que planejava sair ao completar dois mandatos |
| Abril de 2025 | Leandro Vilain torna-se o primeiro CEO profissional da ABBC |
| Março de 2026 | O conselho diretor da Febraban passa a ser presidido por Milton Maluhy Filho |
| Agosto de 2026 | O colegiado aprova a indicação de Vilain para a presidência-executiva |
| Fim de outubro de 2026 | Prazo do período de transição |
Cronologia da sucessão na Febraban. Fonte: Valor Econômico
O que Leandro Vilain leva da ABBC para a Febraban
Vilain passou nove anos na diretoria da própria Febraban, onde cuidou de pautas de inovação como Pix e open finance. Veio depois a sociedade na consultoria Oliver Wyman e, em abril de 2025, a chegada à ABBC, onde se tornou o primeiro CEO profissional da entidade. Antes de virar dirigente setorial, trabalhou em Losango, Lloyds e HSBC.
A entidade que ele deixa representa instituições de porte pequeno e médio, além de fintechs, e nem sempre falou a mesma língua da federação: as condições de captação de instituições de médio porte estão entre os pontos de divergência. Na ABBC, Vilain colocou a pauta técnica no centro, com prioridade para fraudes e para a educação do cliente bancário, criticou o teto de juros do crédito consignado do INSS e resistiu ao fim da linha que antecipa o saque-aniversário do Fundo de Garantia (FGTS). Em abril de 2026, a associação também defendeu a proposta de emenda que dá autonomia orçamentária ao Banco Central. Para a Febraban, “Sua trajetória e, em especial, sua recente atuação no comando da ABBC são bem aderentes e guardam pertinência temática com a agenda conduzida pela Febraban”.








