O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) respondeu ao pedido de empréstimo de R$ 4 bilhões feito pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para socorrer o Banco de Brasília (BRB), mas as negociações devem ser longas, segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico. O fundo orientou o BRB sobre os próximos passos, mas aguarda formalização do requerimento para iniciar a análise.
Cronologia da crise BRB-Master
| Quando | Evento |
|---|---|
| 2023-2024 | BRB compra R$ 12,2 bi em carteiras do Master com indícios de fraude |
| Nov/2025 | BC liquida o Banco Master |
| Mar/2026 | Caixa desiste de comprar carteiras do BRB após auditoria |
| 24/Mar | Governo do DF pede R$ 4 bi ao FGC |
| 31/Mar | FGC responde, mas condiciona empréstimo a pool de bancos |
Fonte: Valor Econômico
Pool de bancos ou nada
A resposta do FGC é burocrática e não significa disposição para emprestar. Fontes com conhecimento do assunto garantem que o fundo não dará dinheiro de forma isolada: só entrará se for formado um pool de bancos, onde outras instituições também forneçam crédito ao BRB. A exigência complica o cenário, já que a Caixa já desistiu de comprar carteiras do BRB após auditoria sigilosa, e o apetite de bancos privados para socorrer uma instituição estatal com rombo bilionário é limitado.
O governo do DF ofereceu como garantia imóveis, participação na Caesb e na CEB, mas mesmo os R$ 4 bilhões pedidos podem ser insuficientes. A necessidade real é estimada em cerca de R$ 8 bilhões, segundo apurações da imprensa. O BC já determinou provisionamento de R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com as carteiras fraudadas adquiridas do Master.








