A audiência de influenciadores de finanças no Brasil saltou 300% em cinco anos, de 74 milhões para 310,7 milhões de seguidores, segundo o estudo FInfluence 10 da Anbima. O número de criadores mapeados chegou a 904, mas apenas 1 dos 10 maiores tinha certificação na edição anterior do ranking.
FInfluence 10: o mercado de finfluencers em números
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Audiência total | 310,7 milhões de seguidores (+300% em 5 anos) |
| Criadores mapeados | 904 (+12,6% no 2o sem/2025) |
| Categorias | 15 (eram 9 em 2020) |
| Posts publicados (2o sem/2025) | 468 mil (~3x os 160 mil de 2020) |
| Top 10 com certificação | 1 de 10 (edição anterior) |
Fonte: Anbima / FInfluence 10
Da quantidade ao controle de qualidade
Amanda Brum, CMO da Anbima, disse que o mercado entrou na era dos nichos: de 9 tipos de influenciadores mapeados em 2020, o estudo agora identifica 15 categorias distintas, de cripto e trade a fundos de investimento e finanças pessoais. A metodologia da Anbima, desenvolvida com o Ibpad, analisa frequência de postagem, engajamento, capacidade de pautar outros influenciadores e alcance entre pares, indo além da contagem de seguidores.
A partir de 2025, a Anbima passou a avaliar qualitativamente o conteúdo dos maiores perfis, checando se respeitam regras de publicidade e removendo do ranking quem promove discurso de ódio. Pela autorregulação, instituições financeiras que contratam influenciadores devem seguir regras formais: contrato registrado na Anbima e responsabilidade pela conduta do criador. “Se ele fizer promessas absurdas ou estiver praticando atividade para a qual não tem certificação, a empresa vai ser notificada e autuada”, afirmou Brum.








