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Setor de fintechs australiano pode valer US$ 71 bi até 2035

Setor emprega mais de 109 mil pessoas e deve crescer 10% ao ano, mas acesso a capital ainda é principal barreira

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Foto de Caleb na Unsplash

O setor de fintech australiano pode atingir um faturamento de US$ 71 bilhões até 2035, segundo novo estudo da Deloitte Access Economics em parceria com a FinTech Australia. Atualmente, o segmento já emprega mais de 109 mil pessoas em tempo integral e contribui com US$ 13,6 bilhões para a economia local, equivalente a 0,5% do PIB do país.

A projeção indica que a indústria deve crescer a uma taxa média anual de 10%, posicionando o fintech australiano como um dos setores de expansão mais rápida da Austrália. A contribuição direta para o PIB pode saltar dos atuais US$ 13,6 bilhões para US$ 37 bilhões na próxima década.

Comparação com outros setores da economia

Para dimensionar a relevância do fintech australiano, o estudo aponta que seu impacto econômico já é comparável ao de hospitais privados, que movimentam US$ 14 bilhões. O setor financeiro e de seguros como um todo representa cerca de 7,5% do PIB australiano, conforme dados do banco central do país.

A pesquisa ouviu 63 empresas de tecnologia financeira e analisou mais de 580 fintechs em todo o território nacional. O ecossistema abrange 13 subsetores, incluindo pagamentos digitais, empréstimos, insurtech, wealthtech, regtech e identidade digital.

Capital segue como principal obstáculo

Apesar do cenário promissor, o acesso a capital permanece como a maior barreira para crescimento. Segundo o relatório publicado pelo FF News, quase um terço das fintechs apontou essa dificuldade como principal desafio.

Rehan D’Almeida, CEO da FinTech Australia, destaca que o setor pode se tornar uma grande exportação para o país. Para isso, será necessário fortalecer o acesso a capital, simplificar incentivos de pesquisa e desenvolvimento e investir em infraestrutura digital.

A maioria das fintechs australianas, cerca de 78%, opera em modelos B2B ou B2B2C, integrando tecnologia em outros setores da economia. As empresas identificam como principais impactos a melhoria da produtividade empresarial, inovação e melhores resultados para consumidores.

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