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Fintech MoCaFi declara falência nos Estados Unidos

Empresa focada em população sem acesso a bancos encerra operações após perder contrato federal com o Tesouro americano.

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· 1 min

Atualizado em

Foto de Melinda Gimpel na Unsplash

A MoCaFi, fintech americana voltada para pessoas sem acesso ao sistema bancário tradicional, pediu falência e iniciou processo de liquidação. A empresa, fundada há 11 anos por Wole Coaxum, ex-diretor do JPMorgan Chase, encerrou as atividades após perder um contrato governamental considerado essencial para seu modelo de receita.

Contrato federal foi determinante para o fim

Segundo informações divulgadas pelo Banking Dive, a fintech enfrentou dificuldades após o BNY, seu parceiro no programa Direct Express do Tesouro americano, perder a renovação do contrato. O programa atende cerca de 3,4 milhões de americanos sem conta bancária, distribuindo benefícios governamentais.

O problema surgiu quando o BNY solicitou mais tempo para ajustar questões operacionais da MoCaFi em junho do ano passado. O Tesouro rejeitou o adiamento e transferiu o contrato para o Fifth Third Bank, deixando a fintech sem sua principal fonte de receita.

Trajetória de impacto social interrompida

A Mobility Capital Finance, nome completo da empresa, havia estabelecido parcerias com grandes instituições financeiras como BNY e Citi. Seu propósito era promover inclusão financeira para comunidades historicamente negligenciadas pelo sistema bancário tradicional.

Em comunicado no LinkedIn, Coaxum afirmou que a companhia explorou diversas alternativas antes de determinar que não havia caminho viável para continuar operando. O executivo destacou que os últimos meses foram dedicados a garantir uma transição segura para os clientes e tratamento respeitoso aos funcionários durante o processo de encerramento.

A falência da MoCaFi ilustra os desafios enfrentados por fintechs que dependem de contratos governamentais e parcerias institucionais para sustentar modelos de negócio voltados à inclusão financeira.

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