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FintechIA · Agentes de IA

FintechOS escala copiloto que configura banco em fala

FintechOS atinge rentabilidade após acelerar venda da plataforma FintechOS 8, cujo copiloto Dex configura produto bancario em fala. EUA cresceu 130%.

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· 3 min

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A FintechOS atingiu rentabilidade após acelerar a adoção do FintechOS 8, plataforma cujo copiloto Dex permite que times de bancos e seguradoras configurem produtos em linguagem natural. A empresa terminou o primeiro trimestre com receita recorrente 40% maior em base anual, crescimento de 130% nos Estados Unidos e meta de US$ 35 milhões em ARR para 2026.

A notícia importa menos pela trajetória da romena no exterior e mais pelo que ela vende. O FintechOS 8 chega ao mercado num momento em que IA agêntica configurando produto bancário deixou de ser prova de conceito. Quem compra a plataforma está terceirizando aquilo que instituições como Itaú e Banco do Brasil decidiram construir dentro de casa.

O que o Let’s Money viu nas últimas semanas

Nas últimas três semanas, o Itaú criou um copiloto de IA para gerentes de produto, o Banco do Brasil treinou 36 mil funcionários em IA agêntica, o Lloyds adotou o pacote agêntico E7 da Microsoft no Reino Unido e a Conta Simples anunciou um banco agêntico B2B com agentes próprios. A FintechOS aposta no outro lado da mesa: vender a infraestrutura pronta. Nos Estados Unidos, o alvo são cooperativas de crédito e bancos médios, segmento que historicamente compra core banking de terceiros.

Quem constrói dentro e quem compra pronto

Instituição Movimento Modelo
Itaú Copiloto de IA para gerentes de produto Construção interna
Banco do Brasil 36 mil funcionários treinados em IA agêntica Construção interna
Lloyds (UK) Adoção do pacote agêntico E7 da Microsoft Fornecedor externo
Conta Simples Banco agêntico B2B anunciado Construção interna
FintechOS Plataforma vendida a cooperativas americanas Fornecedor externo

Movimentações em IA agêntica para produto bancário, 03 a 11/jun/2026. Fonte: FFNews e cobertura Let’s Money (links no texto).

O que a plataforma faz e onde ela vendeu

A FintechOS 8 entrou em customer technology preview em abril e foi posicionada pela empresa como a versão “mais bem recebida da história” (em tradução livre). Inclui o Dex, copiloto que, segundo dados da própria FintechOS, reduz em até 60% o tempo que times levam para configurar regras de produto sem precisar escrever código. O salto nos Estados Unidos veio sobretudo de cooperativas de crédito, com soluções verticais como Intelligent Policy Admin System para seguradoras e Unified Origination Products para bancos. No Reino Unido, a empresa entrou em building societies e desenvolveu o mercado de seguros, com Howden e Admiral entre os clientes. Na Europa Continental, mantém BRD Groupe Société Générale, Groupama, CEC Bank e ProCredit Bank na carteira.

“Hoje não somos mais uma empresa de fintech, mas uma empresa de inteligência artificial para a indústria financeira” (em tradução livre), disse Teo Blidarus, cofundador e CEO da FintechOS. A empresa também anunciou Rich Longo, com passagem por McKinsey e Robinhood, como novo board director focado em Estados Unidos.

O que observar

Vale acompanhar como a divisão entre quem terceiriza e quem constrói dentro evolui à medida que essa onda avança. A série histórica do Let’s Money sobre o tema mostra um padrão consistente: cooperativas de crédito, bancos médios e seguradoras tendem a comprar infraestrutura externa pronta; bancos de maior porte e nativos digitais tendem a construir o próprio. A pergunta é se essa fronteira aguenta a próxima rodada de exigências regulatórias sobre IA agêntica em serviço financeiro, sobretudo nos temas de governança, auditabilidade e responsabilização por decisões automatizadas que envolvem dinheiro do cliente.

Fontes: FFNewsThe Fintech TimesFFNews (Preview do FintechOS 8)Blog oficial FintechOS

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