No FinTouch 2026, o evento da ABFintechs que celebrou os 10 anos da associação em São Paulo, fintechs de camadas diferentes do sistema financeiro convergiram em um mesmo movimento: posicionar agentes de inteligência artificial como infraestrutura. O MCP (Model Context Protocol) apareceu como o padrão técnico por trás dessa aposta.
Em conversas com o Let’s Money durante o evento, promovido pela ABFintechs, que anunciou duas edições do FinTouch em 2026, o mesmo argumento apareceu em empresas que resolvem problemas distintos: tratar o agente de IA como parte da base da operação financeira, conectado a dados e sistemas por um protocolo padronizado. O sinal mais concreto foram dois players independentes citando o mesmo MCP para finalidades diferentes.
Na camada de pagamento, o Iniciador se apresentou como a iniciadora de transação de pagamento (ITP) que já colocou um MCP em produção. Pedro Pacheco, gerente de parcerias globais da empresa, descreveu o Iniciador como “a primeira iniciadora de transação de pagamento, a lançar o MCP, de pagamento agêntico”. O produto permite que um agente de IA inicie um Pix em nome do usuário, com aprovação por biometria a cada transação. O Let’s Money já detalhou o lançamento do primeiro MCP de pagamentos agênticos via Pix, quando 1 em cada 3 pagamentos iniciados via Open Finance já passava pela infraestrutura da empresa. Nesse trilho, a posição é dominante: 283 milhões de chamadas de API de iniciação nos últimos três meses, à frente de Google Pay Brasil (162,3 milhões) e Nubank (112,3 milhões), segundo dados do Banco Central.
A mesma lógica apareceu em outras camadas. Na tesouraria, a Finnet apresentou “a nossa camada de MCP, a nossa foundation de IA, que permite com que as empresas e as suas áreas financeiras possam orquestrar com muito mais eficiência […] a sua tesouraria”, nas palavras de Leo Monte, CEO da empresa. No crédito, a Pilotin se definiu como “uma plataforma de inteligência de dados focado bastante em Open Finance e também de agentes de AI para times de crédito”, segundo a fundadora e CEO Ingrid Barth. A Stark Infra citou uma vertical de IA voltada a reduzir a carga operacional dos clientes.








