A Fitch Ratings rebaixou a perspectiva do setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração” na revisão de meio de ano divulgada em 12 de junho de 2026. A justificativa: enfraquecimento da qualidade dos ativos e incerteza política. Brasil entra no grupo do México e da Colômbia, num pacote de oito países e regiões com perspectiva rebaixada globalmente.
América Latina sob lupa da Fitch
| País | Perspectiva anterior | Perspectiva atual |
|---|---|---|
| Brasil | Neutra | Em deterioração |
| Colômbia | Neutra | Em deterioração |
| México | Em deterioração | Em deterioração |
Revisão de meio de ano de junho de 2026 do setor bancário. Fonte: Valor
Por que a Fitch mudou a perspectiva
“Revisamos as perspectivas para o Brasil e a Colômbia para ‘em deterioração’ devido ao enfraquecimento da qualidade dos ativos e incerteza política […]”, disse a agência no relatório. A pressão sobre os ativos já vinha sinalizando antes do anúncio: o Banco do Brasil avisou que o cartão de crédito deve puxar a inadimplência no segundo trimestre, e bancos consultados pelo BC veem crédito ainda mais restrito no período.
No outro vetor, a Fitch destaca a exposição crescente dos bancos a instituições financeiras não-bancárias. “A crescente exposição dos bancos a instituições financeiras não-bancárias e o potencial risco de estresse de crédito privado se alastrar para os bancos” entrou na lista de fatores citados pela agência. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, alertou que o crédito privado terá perdas maiores, e a crise no crédito privado dos Estados Unidos atinge grandes gestoras.








