As fraudes de engenharia social se consolidaram como a principal ameaça ao sistema financeiro brasileiro. De acordo com a Pesquisa de Maturidade PLD/FTP divulgada pela EY, 30% das instituições reportam esse tipo de golpe como o mais frequente, seguido por contas laranjas (21%) e fraudes em aplicativos ou cadastros (19%).
Conforme reportou o portal TI INSIDE, o levantamento ouviu 51 instituições entre bancos, seguradoras e empresas de pagamento. A conclusão é clara: ataques baseados na exploração do fator humano e na manipulação de cadastros digitais são as fontes prioritárias de preocupação para o setor.
Bancos comerciais mais vulneráveis a golpes
Quando o recorte considera apenas bancos comerciais, o cenário se agrava. Entre essas instituições, 36% apontam a engenharia social como principal tipologia de fraude, percentual seis pontos acima da média geral. Na sequência, aparecem as contas laranjas (21%), evidenciando o uso de intermediários em esquemas ilícitos que aproveitam o alto volume transacional dessas operações.
Natalia Grigolin, sócia de Prevenção a Crimes Financeiros da EY Brasil, destaca que o fortalecimento da cultura organizacional e a conscientização sobre riscos precisam ser pilares de qualquer programa de prevenção. Nesse sentido, 96% das instituições já mantêm campanhas estruturadas de educação sobre fraudes, com apenas 4% sem iniciativas formais.








