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Frete.com supera R$ 3 bi em transações e mira R$ 1,5 bi em crédito

Fintech para caminhoneiros atinge R$ 3 bilhões transacionados e R$ 800 milhões em crédito. FIDC de R$ 150 mi com XP e BTG financia expansão para R$ 1,5 bi em 2026.

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· 2 min

Atualizado em

A Frete.com, braço de fintech da plataforma de fretes rodoviários Fretebras, superou R$ 3 bilhões em transações e 700 mil contas abertas. Do total movimentado, R$ 800 milhões correspondem a crédito, segundo a empresa. “Crédito para o setor de transporte era um mercado mal atendido”, disse a Frete.com. Do total movimentado, parte relevante vem de crédito concedido a caminhoneiros e transportadoras. A marca foi atingida quase dois meses antes do previsto, com volume médio de R$ 250 milhões por mês.

Frete.com em números

Indicador Valor
Volume transacionado R$ 3 bilhões
Crédito concedido R$ 800 milhões
Contas abertas 700 mil
Volume mensal médio R$ 250 milhões
FIDC (XP + BTG + Polígono) R$ 150 milhões

Fonte: Veja / Radar Econômico

Crédito embutido no frete

Os dois principais produtos financeiros são o Saldo Antecipado, que reduz o prazo de pagamento dos fretes para o motorista, e o Crédito Pós-pago, voltado a resolver gargalos de capital de giro no setor. A operação se apoia na base do marketplace Fretebras, que reúne mais de 25 mil transportadoras e cerca de 900 mil caminhoneiros, movimentando R$ 80 bilhões em fretes por ano. Mensalmente, mais de 100 mil motoristas são verificados pela plataforma, o que alimenta modelos de scoring de crédito específicos para o setor.

Em janeiro, a Frete.com captou R$ 150 milhões com a XP Investimentos por meio de um FIDC estruturado com o BTG Pactual e a Polígono Capital. A companhia projeta encerrar 2026 com R$ 1,5 bilhão em crédito concedido, quase o dobro dos R$ 800 milhões atuais. O modelo de fintech vertical embutida no fluxo operacional segue uma tendência que vem ganhando tração no transporte rodoviário, com players como Cargo X, Roadcard e Target Bank disputando o crédito para frotas.

O que observar

O caso da Frete.com ilustra a tese de que fintechs verticais com distribuição embutida conseguem escalar crédito mais rápido do que fintechs generalistas, porque o dado transacional do frete alimenta diretamente o scoring. Em entrevista ao podcast Let’s Money, Michel Rubin, da M8 Partners, alertou que o mercado de FIDCs cresceu de R$ 250 bilhões para R$ 810 bilhões em três anos e que “o maior inimigo do crédito é a alta liquidez”, que obriga gestoras a aceitar risco que não seria aceito em condições normais. A pergunta que fica é se a taxa de inadimplência se mantém controlada à medida que o crédito da Frete.com cresce de R$ 800 milhões para R$ 1,5 bilhão em menos de um ano. Se o FIDC com XP e BTG performar bem, pode abrir caminho para securitizações maiores no setor de transporte, atraindo capital institucional para um segmento historicamente subbancarizado.

Fontes: Veja / Radar EconômicoAgFeedTecnologísticaLet’s Money Podcast , FIDCs: o boom de R$250 bi a R$810 biLet’s Money

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