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22% da geração Z dos EUA descobre o novo cartão nas redes
Entre os jovens dos EUA que trocaram de cartão, 22% acharam a nova opção em redes sociais ou com influenciadores, contra 1% dos boomers, aponta a PYMNTS.
Redes sociais e influenciadores entraram na disputa por quem a geração Z escolhe como próximo cartão de crédito. Entre os jovens dos EUA que trocaram o cartão principal, 22% usaram conteúdo orgânico de redes sociais ou de influenciadores para achar o cartão escolhido, contra 1% dos baby boomers e idosos, aponta relatório de setembro da PYMNTS Intelligence.
O que puxa a geração Z a trocar de cartão
Gatilho da troca
Geração Z que trocou
Melhores recompensas
35%
Limite de crédito maior
33%
Bônus de adesão
32%
App ou experiência digital melhor
31%
Motivos de troca de cartão entre a geração Z, EUA. Fonte: PYMNTS
Descobrir o cartão virou parte da disputa
A geração Z troca de cartão com mais frequência e decide mais rápido. O relatório aponta que 56% desses portadores mudaram o cartão principal nos dois anos anteriores, mais que o triplo da taxa entre baby boomers e idosos. No total, 78 milhões de portadores dos EUA trocaram de cartão ao menos uma vez.
Esse apetite já aparecia em outros recortes do consumo. O Let’s Money mostrou que a geração Z paga com carteira digital em 36% das compras nos EUA, sinal de um público confortável em levar a vida financeira para dentro do celular. Já em outubro de 2023, um estudo anterior da mesma casa havia registrado que 62% da geração Z viam o TikTok como fonte de conhecimento financeiro, e em abril de 2026 Visa e TikTok lançaram um cartão de débito para criadores no Reino Unido.
A recompensa segue como motor da troca, mas deixou de diferenciar. “A realidade é que as recompensas viraram o mínimo”, disse à PYMNTS, em abril de 2026, Vinita Savani, vice-presidente executiva de cartões e fidelidade do Royal Bank of Canada. “Todo programa oferece valor e a maioria dos cartões oferece pontos.” No total de quem trocou, recompensa melhor pesou para 38%, limite maior para 36% e bônus de adesão para 30%. Já entre os jovens, a experiência digital quase alcançou o topo, com 31%, perto de recompensa (35%), limite (33%) e bônus de adesão (32%).
“É tudo uma questão de a hora certa, a mensagem certa, a oferta certa para o público certo”, disse Mladen Vladic, chefe de produto para redes de pagamento da FIS, à PYMNTS em julho. Para a geração Z, essa audiência muitas vezes já ouviu a mensagem de outra pessoa antes.
O que observar
A pergunta que fica é onde os emissores de cartão passam a competir quando a descoberta escapa dos canais que eles controlam. Se conteúdo de criadores financeiros e plataformas de comparação entram cedo na decisão, o esforço de aquisição pode migrar do funil próprio para o terreno de terceiros, e vale acompanhar quanto disso as instituições conseguem medir e influenciar.
Há também o efeito da janela curta de decisão sobre o desenho de produto. Quando a maioria fecha a escolha em até um mês e avalia poucas alternativas, o teste passa a ser se a experiência digital, e não só a recompensa, sustenta a permanência do cartão no topo da carteira. Para um público que troca com facilidade, permanecer pode ser mais difícil do que atrair.