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Geórgia contrata Tether para criar stablecoin nacional

Governo da Geórgia assina com a Tether para criar o GEL₮, stablecoin lastreada no Lari georgiano com arcabouço regulatório próprio.

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· 2 min

Atualizado em

Shutterstock

A Geórgia contratou a Tether para desenvolver o GEL₮, stablecoin lastreada no Lari georgiano, tornando-se um dos primeiros governos a criar uma moeda nacional digital sob regulação específica para stablecoins. O projeto mira comércio internacional, remessas e acesso à infraestrutura financeira programável no país e na região.

GEL₮: características anunciadas

Característica Detalhe
Emissor Tether
Lastro Lari georgiano (GEL)
Tipo Stablecoin fiduciária (não CBDC)
Usos previstos Comércio internacional, remessas, fintechs, pagamentos digitais
Arcabouço regulatório Específico para stablecoins, com padrões de reservas e direitos de resgate

Fonte: Finextra

Como a Geórgia estruturou a stablecoin nacional

A iniciativa não é um CBDC. O arcabouço regulatório georgiano foi desenvolvido especificamente para stablecoins lastreadas em moeda fiduciária, com padrões globais de gestão de reservas, direitos de resgate, supervisão de emissores e conformidade com normas de combate à lavagem de dinheiro. A diferença: em vez de o banco central emitir diretamente, o Estado criou a regulação e contratou uma emissora privada para operar sob ela. “O Banco Nacional da Geórgia acolhe a colaboração com inovadores globais como a Tether como parte de sua estratégia mais ampla para promover uma infraestrutura financeira digital segura, moderna e alinhada internacionalmente”, disse Natia Turnava, presidente do Banco Nacional da Geórgia.

A Tether é a emissora da USD₮, que já vinha expandindo o uso do USDT em operações de tesouraria empresarial, com capitalização de mercado próxima a US$ 190 bilhões e volumes diários de negociação que superam regularmente os de Visa e Mastercard. O GEL₮ será direcionado a comércio internacional, desenvolvimento de fintechs, pagamentos digitais e acesso mais amplo a infraestrutura financeira programável na região. As stablecoins vêm ganhando espaço em pagamentos institucionais, com uso crescente em liquidação, remessas e transferências internacionais. Detalhes adicionais sobre estrutura, lançamento e implementação regulatória do GEL₮ serão anunciados posteriormente.

O que observar

A iniciativa georgiana sinaliza uma abordagem alternativa às CBDCs: em vez de emissão direta pelo banco central, o governo cria o arcabouço regulatório e contrata emissores privados. Vale acompanhar se esse modelo se replica em outros países emergentes como via mais rápida e menos custosa do que o desenvolvimento de uma CBDC própria. Para reguladores que ainda discutem stablecoins, o desenho georgiano pode servir de referência, especialmente na definição de padrões de reservas e de direitos de resgate do portador.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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