Gilson Finkelsztain, que comanda a B3 desde 2017, será o novo diretor-presidente do Santander Brasil, substituindo Mario Roberto Opice Leão. A transição deve ser concluída até julho de 2026, pendente de aprovações regulatórias. A informação foi antecipada pelo NeoFeed.
Quem é Finkelsztain
Finkelsztain liderou a B3 durante um dos períodos de maior transformação da bolsa brasileira, incluindo a fusão com a Cetip e a modernização da infraestrutura de mercado. Antes da B3, passou pelo J.P. Morgan, pelo Citibank e pelo próprio Santander, onde atuou entre 2011 e 2013. A combinação de experiência em mercado de capitais e passagem anterior pelo banco torna a escolha estratégica para um momento em que o Santander busca ampliar sua atuação em produtos financeiros sofisticados.
O substituto de Finkelsztain na B3 ainda não foi definido. Ele deve deixar o cargo na bolsa ao fim do primeiro semestre de 2026. Mario Leão permanece no comando até a conclusão da transição.
O Santander que Finkelsztain encontra
O banco vem passando por uma sequência de movimentos estratégicos que posicionam a gestão seguinte. Nos últimos meses, o Santander fechou parceria com a OpenAI para se tornar um banco nativo de inteligência artificial, projetando gerar € 1 bilhão com investimentos em IA. O lucro do banco subiu 12,6% em 2025, e a meta declarada é entregar ROE acima de 20% até 2028.
A agenda de infraestrutura também avança. O banco está construindo um novo campus em São Paulo com previsão de inauguração em 2028, e já testa pagamentos com IA na América Latina em parceria com a Mastercard.
Transição de comando
| Executivo |
Cargo |
Trajetória |
| Gilson Finkelsztain |
Novo CEO (a partir de jul/2026) |
B3 (2017-2026), J.P. Morgan, Citi, Santander (2011-13) |
| Mario Leão |
CEO atual (até transição) |
Liderou ciclo de lucro +12,6% e agenda de IA |
O que observar
A chegada de um executivo com DNA de mercado de capitais e infraestrutura de bolsa pode sinalizar uma mudança de ênfase para o Santander. A experiência de Finkelsztain com plataformas de negociação e produtos estruturados pode ser direcionada para ampliar a atuação do banco em investimentos, wealth management e derivativos, segmentos em que o Santander já vem expandindo.
Vale acompanhar dois movimentos: como o mercado reagirá à saída de Finkelsztain da B3 e se o novo CEO do Santander manterá ou acelerará a agenda de IA e transformação digital que Mario Leão conduziu. O Santander lidera rankings de atração de talentos jovens, o que dá ao novo CEO uma base de capital humano para executar mudanças.
Fontes: NeoFeed