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Wall StreetInternacional · Goldman Sachs

Goldman ameaça demitir quem apostar em mercados de previsão

Goldman Sachs e Morgan Stanley proíbem apostas de funcionários em mercados de previsão; reincidência pode levar a demissão e confisco de ganhos.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

O Goldman Sachs e o Morgan Stanley atualizaram seus códigos de conduta para vetar parte das apostas de funcionários em mercados de previsão, segundo reportagens da Reuters e da Bloomberg. No Goldman, a reincidência pode levar a demissão e ao confisco dos ganhos, e JPMorgan Chase e Bank of America preparam restrições na mesma linha.

Demissão e confisco de ganhos na mesa

Segundo a Reuters, que cita uma fonte a par do assunto, o Goldman informou aos funcionários que eles não podem usar plataformas como a Kalshi para participar de contratos baseados em eventos ligados a mercados financeiros e a eventos políticos que possam criar conflitos de interesse, reais ou percebidos, com o banco, seus clientes ou o setor financeiro como um todo.

A Bloomberg reporta que violações repetidas podem resultar em demissão ou em outras medidas disciplinares, e que os funcionários podem ser obrigados a devolver qualquer ganho obtido. Ainda de acordo com a Reuters, Morgan Stanley, JPMorgan Chase e Bank of America também caminham para restringir o uso de mercados de previsão, alinhando as novas regras às políticas de longa data sobre apostas tradicionais.

Wall Street x mercados de previsão

Banco Medida
Goldman Sachs Veta contratos ligados a finanças e política que criem conflito de interesse; reincidência pode levar a demissão e confisco de ganhos
Morgan Stanley Atualizou o código de conduta para vetar parte das apostas
JPMorgan Chase e Bank of America Preparam restrições alinhadas às regras sobre apostas tradicionais

Restrições reportadas por Reuters e Bloomberg. Fonte: Finextra

Crescimento acelerado e casos de insider trading

A restrição chega em um momento de expansão rápida do setor. Em maio de 2026, a Kalshi levantou US$ 1 bilhão e dobrou seu valuation para US$ 22 bilhões, em rodada liderada pela Coatue. Entre os participantes da rodada, segundo o CoinDesk, está o próprio Morgan Stanley, ao lado de fundos como Sequoia Capital e Andreessen Horowitz.

O avanço veio acompanhado de preocupações com o uso de informação privilegiada. Em maio de 2026, a CFTC, reguladora de derivativos dos EUA, e o Departamento de Justiça americano acusaram Michele Spagnuolo, engenheiro do Google, de usar informações internas da empresa para lucrar cerca de US$ 1,2 milhão na Polymarket. Sob o username AlphaRaccoon, ele operou ao menos 23 contratos ligados às listas “Year in Search” do buscador, segundo a CFTC.

“Como já disse repetidamente, a Comissão não vai tolerar fraude, manipulação ou insider trading, independentemente da tecnologia ou da plataforma utilizada”, disse Michael S. Selig, presidente da CFTC.

O caso não é isolado: em março de 2026, a Polymarket acumulava US$ 143 milhões em operações suspeitas de insider trading. No Brasil, o tema já passou pela régua regulatória: em abril de 2026, o CMN barrou Polymarket e Kalshi com a nova regra de bets.

O que observar

O movimento dos bancos de investimento transfere para o compliance interno um risco que os reguladores ainda estão aprendendo a policiar. Vale acompanhar se as restrições se espalham para gestoras, corretoras e fintechs cujos times lidam com informação sensível de mercado, e como as plataformas de mercados de previsão reagem: monitoramento de contas ligadas a instituições financeiras, cooperação com autoridades e regras próprias de elegibilidade podem virar o preço de operar em escala. A pergunta que fica é se os controles chegam antes ou depois da próxima onda de crescimento do setor.

Fontes: FinextraCFTCCoinDesk

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