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Goldman Sachs perde diretora jurídica por laços com Epstein

Kathryn Ruemmler renunciou após documentos do DOJ revelarem proximidade com o financista condenado por crimes sexuais

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Atualizado em

Reprodução: Instagram

A Goldman Sachs acaba de perder sua principal executiva jurídica. Kathryn Ruemmler, diretora jurídica do banco, renunciou após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça dos EUA que expuseram a extensão de sua relação com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais que morreu em 2019. A saída será efetivada em 30 de junho.

Documentos revelam proximidade controversa

Os arquivos liberados pelo DOJ em janeiro mostram uma relação próxima entre Ruemmler e Epstein. Ela se referia a ele como “tio Jeffrey” e “maravilhoso” em e-mails. Segundo reportagem do Banking Dive, o nome da executiva aparece em mais de 9.300 páginas dos 3,5 milhões de documentos divulgados. Os registros indicam que os dois se encontravam frequentemente para refeições, e que Epstein presenteava Ruemmler com bolsas, um Apple Watch e tratamentos de beleza.

Ruemmler, que atuou como advogada de defesa antes de ingressar no Goldman em 2020, declarou ao Financial Times que decidiu sair porque “a atenção da mídia relacionada ao meu trabalho anterior estava se tornando uma distração”. Ela também teria dado orientações jurídicas a Epstein sobre acusações contra ele, segundo os documentos.

Impacto no mercado financeiro

O caso coloca o Goldman Sachs novamente sob os holofotes por questões reputacionais, num momento em que bancos globais enfrentam escrutínio crescente sobre governança corporativa. Ruemmler era uma das executivas mais influentes da instituição, comandando não apenas a área jurídica, mas também o comitê de conduta da empresa.

Ela se torna a banqueira de mais alto escalão a deixar um cargo por ligações com Epstein desde 2021, quando Jes Staley renunciou ao comando do Barclays. Staley posteriormente foi banido permanentemente do setor bancário britânico pela Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido. O episódio reforça como o legado de Epstein continua gerando consequências no mercado financeiro, mesmo anos após sua morte.

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