Um golpe digital desviou R$ 710 milhões de instituições financeiras brasileiras em agosto de 2025. A descoberta veio com a Operação Cofre Digital, deflagrada nesta quinta-feira (12) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Polícia Federal. O ataque cibernético mirou uma empresa de tecnologia que conecta bancos, corretoras e fintechs ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do Pix.
As equipes cumpriram três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em São Paulo e Paraná. Além disso, a Justiça bloqueou até R$ 28 milhões em bens e valores de quatro pessoas físicas e 28 empresas envolvidas no esquema.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação divulgada pela CNN Brasil, os criminosos atacaram o sistema de uma empresa especializada em interligar entidades financeiras ao Pix. A companhia conecta bancos comerciais, bancos de investimento, corretoras e fintechs de crédito à infraestrutura de transferências instantâneas.
O grupo utilizou empresas de fachada para ocultar o rastro do dinheiro roubado. Os valores desviados foram convertidos em criptomoedas, dificultando o rastreamento e simulando uma fonte legítima de recursos. A sofisticação do esquema revela a evolução das quadrilhas especializadas em crimes cibernéticos no Brasil.








