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IA turbina golpes: Austrália derruba 12 mil sites fraudulentos em 2025

ASIC removeu 11.964 sites de golpe por IA em 2025, alta de 90%. Australianos perderam A$ 2,18 bi; Brasil registra R$ 10 bi em fraudes bancárias.

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Atualizado em

O regulador australiano ASIC removeu quase 12 mil sites de phishing e golpes de investimento em 2025, alta de 90% sobre o ano anterior. O balanço reforça tendência global: no Brasil, o setor bancário registrou R$ 10,1 bilhões em perdas com fraudes, segundo a Febraban.

Austrália: golpes digitais em 2025

Indicador Dado
Sites removidos (jan-dez 2025) 11.964 (+90% vs. ano anterior)
Média diária de remoções 32 sites/dia
Anúncios retirados de redes sociais +1.100
Perdas totais com golpes A$ 2,18 bilhões (+7,8% vs. 2024)
Golpes de investimento A$ 837,7 milhões

Dados do National Anti-Scam Centre e ASIC (jan-dez 2025). Fonte: ACCC

Como a Austrália montou a ofensiva contra golpes com IA

Entre janeiro e dezembro de 2025, a Australian Securities and Investments Commission (ASIC) coordenou a remoção de 11.964 sites de phishing e golpes de investimento, contra 6.270 no período anterior. A operação derrubou, em média, 230 páginas por semana. Além dos sites, o regulador retirou mais de 1.100 anúncios fraudulentos de redes sociais.

“Golpistas estão usando inteligência artificial para fazer anúncios falsos de investimento parecerem mais polidos, mais convincentes e mais difíceis de identificar”, disse Alan Kirkland, comissário da ASIC. Segundo ele, a IA é usada para criar vídeos profissionais, endossos falsos e anúncios direcionados. Entre as técnicas está o cloaking, que exibe conteúdos diferentes dependendo do dispositivo ou localização do usuário para burlar regras das plataformas.

No total, australianos perderam A$ 2,18 bilhões com golpes em 2025, alta de 7,8% sobre 2024, segundo o relatório Targeting Scams do National Anti-Scam Centre. Golpes de investimento responderam por A$ 837,7 milhões. As perdas, porém, caíram 29,7% desde o pico de A$ 3,1 bilhões em 2022, sinal de que a ofensiva regulatória tem surtido efeito parcial.

Golpes com IA: pressão que também atinge o Brasil

O cenário australiano espelha o que acontece no Brasil. Segundo a Febraban, o setor bancário brasileiro registrou perdas de R$ 10,1 bilhões com fraudes e golpes, com mais de 4.600 tentativas de fraude por hora. Somente via Pix, os prejuízos acumularam R$ 2,7 bilhões em dois anos, crescimento de 43%.

Enquanto a Austrália ataca pela remoção massiva de sites, o Brasil aposta em cooperação setorial. Em março de 2025, a Febraban e o Ministério da Justiça lançaram a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais. No mesmo período, o Banco Central alertou que segurança cibernética precisa sair de TI e virar agenda de diretoria. Do lado privado, fintechs já adotam IA para detecção de fraudes em pagamentos, invertendo a mesma tecnologia usada pelos golpistas.

O que observar

A escalada de golpes potencializados por IA impõe um dilema operacional a reguladores: a velocidade de criação de sites falsos por modelos generativos supera a capacidade de remoção. O modelo de takedown massivo (32 sites/dia) funciona como contenção, mas não ataca a raiz. Para ecossistemas com pagamentos instantâneos em expansão rápida, o desafio é ainda maior: o custo de compliance com antifraude cresce enquanto a sofisticação dos ataques exige investimento contínuo em IA defensiva. Vale acompanhar se reguladores passarão a exigir das plataformas de redes sociais responsabilidade direta sobre anúncios fraudulentos, algo que a operação australiana já sinaliza ao expandir remoções para social media.

Fontes: FinextraASICACCCFinsiders BrasilLet’s Money

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