O CEO do Google, Sundar Pichai, afirmou que data centers de IA no espaço devem se tornar normais dentro de uma década. O primeiro teste concreto acontece no início de 2027, quando dois satélites equipados com TPUs serão lançados em parceria com a Planet Labs como parte do Project Suncatcher.
Corrida por data centers espaciais
| Empresa | Projeto | Marco |
|---|---|---|
| Project Suncatcher (com Planet Labs) | 2 satélites com TPUs em 2027 | |
| SpaceX | Rede de satélites solares | Pedido para 1 milhão de satélites |
| Starcloud (YC + Nvidia) | IA embarcada orbital | 1o satélite lançado em dez/2025 |
Fontes: InfoMoney/Fortune, DCD
A escala do problema energético
A motivação é operacional: data centers de IA já consomem mais de 4% de toda a eletricidade dos EUA, percentual que pode chegar a 12% até 2028 segundo o Departamento de Energia americano. Só o Google mais que dobrou o uso de energia em data centers em cinco anos, de 14,4 milhões de MWh em 2020 para 30,8 milhões em 2024. A Alphabet informou que o capex de 2026 ficará entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões, destinados em sua maior parte à expansão de infraestrutura de IA.
O Project Suncatcher propõe resolver o gargalo na origem: em órbita solar sincronizada, os satélites ficam expostos a luz solar quase constante, eliminando a necessidade de baterias pesadas. O Google descreveu clusters de 81 satélites operando a 100 a 200 metros de distância, conectados por links ópticos de alta velocidade. A viabilidade econômica depende do custo de lançamento cair abaixo de US$ 200 por quilograma, projetado para meados da década de 2030.








