O Google está implementando agentes de IA do Gemini para ajudar o Pentágono a automatizar tarefas da força de trabalho militar americana. Inicialmente, os assistentes virtuais operarão apenas em redes não classificadas, mas discussões sobre expansão para ambientes de segurança máxima já estão em andamento.
Emil Michael, subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia, revelou à Bloomberg News em 10 de março que a estratégia começa com redes não classificadas, onde está a maioria dos usuários. “Depois vamos para as redes classificadas e ultrassecretas”, afirmou Michael, ex-executivo da Uber. Ele demonstrou confiança de que o Google será um ótimo parceiro em todas as redes.
Controvérsia no setor de tecnologia
A crescente adoção de inteligência artificial pelo exército americano tem gerado polêmica entre empresas de tecnologia. No fim de semana anterior ao anúncio, a líder de robótica da OpenAI renunciou ao cargo devido ao acordo da empresa com o Pentágono.
Caitlin Kalinowski explicou sua saída em publicação na plataforma X, destacando que a decisão não foi fácil. “A IA tem um papel importante na segurança nacional, mas vigilância de americanos sem supervisão judicial e autonomia letal sem autorização humana são linhas que mereciam mais deliberação”, escreveu.








