O Google Wallet passou a deixar pais nos EUA criarem um saldo supervisionado para filhos menores de 18 anos, com pagamento por aproximação e sem abrir conta em banco. O movimento chega ao mercado americano num momento em que bancos e fintechs do Brasil, como Nubank e PicPay, já oferecem contas completas para crianças e adolescentes, com Pix, cartão e controle dos pais.
Quem disputa a conta dos menores lá fora
| Plataforma | Movimento |
|---|---|
| Google Wallet | Saldo supervisionado para menores de 18, com limites, acompanhamento em tempo real e bloqueio |
| Apple Cash Family | Oferece recursos semelhantes de conta familiar |
| Cash App | Lançou contas gerenciadas pelos pais para crianças |
| Binance | App de cripto controlado pelos pais, com subconta para crianças a partir de 6 anos |
Movimentos recentes no mercado de contas para menores. Fonte: Finextra
Como funciona a mesada digital do Google Wallet
Pela ferramenta, o responsável transfere dinheiro direto da própria conta para o saldo do filho. É possível definir limites de gasto, acompanhar as transações em tempo real e bloquear ou liberar o saldo na hora, com pagamentos automáticos recorrentes previstos para entrar em seguida. Os controles ficam dentro do Family Link, o mesmo sistema que o Google usa para gerenciar tempo de tela e apps no celular das crianças.
O saldo funciona no celular Android e em relógios com Wear OS, por aproximação, em qualquer estabelecimento que aceite Google Pay. “É uma forma prática de ensinar as crianças bons hábitos com dinheiro e dar a elas independência, tudo sem precisar abrir uma conta em banco”, afirmou Lisa Yokoyama, diretora de gestão de produto do Google Pay, em tradução livre. É o passo seguinte de uma frente que já vinha andando: no ano passado, o Google Wallet passou a permitir que crianças com consentimento dos pais fizessem pagamentos por aproximação em lojas físicas com aparelhos Android.








