O governo estuda ampliar o Open Finance para incluir valores mobiliários, seguros e previdência privada, com o objetivo de melhorar a avaliação de crédito e ajudar a reduzir os juros nos empréstimos. A medida é parte de um conjunto de reformas estruturais em andamento no Ministério da Fazenda, que inclui a modernização da supervisão financeira.
Pacote Fazenda: medidas contra o endividamento
| Medida | Objetivo | Prazo |
|---|---|---|
| Open Finance ampliado | Incluir valores mobiliários, seguros e previdência | Até fim de 2026 |
| Desenrola simplificado | Desconto em dívidas para renda até 3 salários mínimos | Em formulação |
| FGTS no consignado privado | Reduzir juros com garantia adicional | Em regulamentação |
| Portabilidade de crédito | Facilitar migração de empréstimos entre bancos | Em estudo |
| Supervisão financeira | Melhorar troca de dados entre BC, CVM e Susep | Até fim de 2026 |
Medidas em andamento no Ministério da Fazenda. Fonte: Valor Econômico
Dados como alavanca para reduzir risco
“Se a gente conseguir espraiar isso trazendo valores mobiliários, trazendo seguros e trazendo previdência privada para dentro, começamos a ter de fato uma pessoa dona dos seus dados e possibilitando que o sistema financeiro a precifique da melhor forma possível”, disse Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda. A lógica é que, com mais dados, o risco de crédito é precificado de forma mais precisa. Uma previdência privada em outra instituição ou títulos mobiliários que não são aceitos como garantia passariam a compor o perfil do tomador. O Open Finance brasileiro já conta com mais de 100 milhões de contas conectadas e 154 milhões de consentimentos ativos. Em entrevista ao podcast Let’s Money em 2025, Ana Carla Abrão, CEO da Associação Open Finance Brasil, já apontava a portabilidade de crédito como o próximo passo mais concreto: “Daqui a pouco, a relação financeira de todo cliente vai estar conectada no ecossistema do Open Finance”.








