O governo prepara um plano de renegociação de dívidas que prevê garantia da União, restrição a apostas em bets para quem aderir e possível uso do FGTS para abatimento de débitos. O programa deve ser anunciado ainda esta semana, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Eixos do plano de renegociação
| Eixo | Detalhe |
|---|---|
| Garantia da União | Aporte ao FGO para viabilizar juros menores |
| Descontos | Até 80% do débito, 20% restante renegociado |
| Bets | Restrição a apostas como contrapartida |
| FGTS | Uso para abater dívidas em avaliação |
| Empresas | Frente para micro, pequenas e médias |
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Reuters
Diagnóstico que levou ao plano
Ministros se reuniram com Lula nesta terça-feira para apresentar as linhas gerais do programa. O diagnóstico aponta cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia como os vilões do endividamento, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Os dados corroboram: o endividamento das famílias atingiu 80,4% em março, recorde da série histórica da CNC, e o comprometimento de renda chegou a 29,3% em janeiro, maior nível desde 2011 segundo o BC.
Para viabilizar a redução de juros, o governo deve aportar recursos no Fundo Garantidor de Operações (FGO), criado na pandemia. Entre as fontes em estudo está o uso de R$ 10,5 bilhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro, segundo dados do Sistema Valores a Receber do BC. O plano de descontos de até 80% já havia sido sinalizado na semana passada por Durigan.








