O governo prepara um novo programa de renegociação de dívidas com descontos de até 80%, garantia da União em caso de reincidência e exigência de educação financeira como contrapartida. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o anúncio pode sair em dez dias e que o modelo será mais simples que o Desenrola.
Desenrola (2023) vs. novo programa (2026)
| Aspecto | Desenrola | Novo programa |
|---|---|---|
| Modelo | Plataforma de leilão | Negociação direta com bancos |
| Desconto | Variável | Até 80% |
| Garantia | Sem garantia estatal | Garantia do governo em caso de reincidência |
| Contrapartida | Sem exigência | Educação financeira obrigatória |
Fontes: Valor Econômico, Exame
O desenho do programa
Em entrevista à GloboNews, Durigan detalhou que o desconto será bancado em conjunto por bancos e pelo governo federal. “O que vamos fazer é incentivar que seja um desconto amplo, com garantia do governo caso a pessoa volte a atrasar os pagamentos”, afirmou. O foco são dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia, que concentram o endividamento mais caro das famílias.
A proposta de isenção de IOF para endividados com renda de até três salários mínimos (R$ 4.863), sugerida por instituições financeiras, não foi aceita. “A princípio, não sou simpático à retirada do IOF”, disse Durigan, sinalizando que o programa aposta no desconto direto e não em renúncia tributária. Ainda segundo o ministro, mais de 15 milhões de pessoas foram bancarizadas neste governo.








