O HSBC está avaliando um corte de aproximadamente 10% do seu quadro global de funcionários, o que representa cerca de 20 mil posições ao longo de 3 a 5 anos. A redução faz parte de uma reestruturação que busca US$ 1,5 bilhão em economia anualizada até o fim de 2026, com custos de reestruturação projetados em US$ 1,8 bilhão.
| HSBC | ~20.000 posições em 3-5 anos (10% do quadro) |
| Citigroup | 60.000 cortes até fim de 2026 (de ~240k para ~180k) |
| Setor europeu | 200.000+ empregos em risco até 2030 (Morgan Stanley/FT) |
| Foco do corte | Back-office, gestão de risco, compliance, centros de serviços na Ásia |
| Meta HSBC | US$ 1,5 bi em economia anualizada | Custo: US$ 1,8 bi |
Reestruturação de Elhedery e contexto global
O CEO Georges Elhedery, que assumiu em setembro de 2024 sucedendo Noel Quinn, redesenhou o HSBC em 4 unidades: Eastern Markets (Ásia-Pacífico e Oriente Médio), Western Markets (Américas e Europa), UK standalone e Hong Kong standalone. A reorganização entrou em vigor em janeiro de 2025. O foco estratégico é redirecionar capital para debt underwriting, private credit e wealth management na Ásia. Os cortes de pessoal se concentram em funções não voltadas ao cliente em centros de serviços globais, e parte das posições pode ser eliminada via atrito natural.
O HSBC não está sozinho. Segundo análise do Morgan Stanley publicada pelo Financial Times, mais de 200 mil empregos bancários europeus podem desaparecer até 2030. As áreas mais afetadas são back-office, gestão de risco e compliance. O Citigroup planeja reduzir de aproximadamente 240 mil para 180 mil funcionários até o fim de 2026. BofA e Wells Fargo também projetam headcount menor. O CEO do Wells Fargo classificou o impacto de longo prazo da IA como extremamente significativo.
O HSBC já havia sinalizado a IA generativa como prioridade de investimento anteriormente. Em paralelo, o banco acabou com home office em Hong Kong, consolidando a postura de corte de custos e controle operacional que marca a era Elhedery.








