Enquanto bancos brasileiros correm para colocar IA agêntica no core das operações, a singapurense Pints AI levantou US$ 5,6 milhões em rodada pre-Série A co-liderada pela japonesa SBI. A startup afirma que 12 instituições financeiras em quatro países já economizaram mais de US$ 10 milhões com sua plataforma em menos de dois anos.
A rodada da Pints AI
| Item | Dado |
|---|---|
| Valor | US$ 5,6 milhões (pre-Série A) |
| Co-líderes | SBI Ven Capital e Tin Men Capital |
| Participantes | Seeds Capital, NTUitive, SUTD Venture Fund, Tenity |
| Tração (segundo a empresa) | 12 instituições em 4 países, US$ 10 mi+ poupados |
| Expansão | Ásia-Pacífico e Oriente Médio |
Rodada pre-Série A da Pints AI. Fonte: Finextra
O que a Pints AI vende aos bancos
A tese da empresa é que a maior parte da IA em serviços financeiros ainda vive na periferia, em marketing, chatbots de site e respostas de atendimento. Para extrair o retorno prometido, diz a Pints AI, as instituições precisam levar a IA para dentro dos processos centrais. É o que promete o Autothought, plataforma de orquestração que se conecta diretamente ao core de um banco ou seguradora, distribui cada tarefa para o modelo mais adequado, seja um modelo pequeno sob medida (SLM), um modelo de fronteira ou open source, e gera uma trilha de auditoria completa para cada decisão.
Os casos de uso vão de subscrição (underwriting) a análise de sinistros, onboarding e decisão de crédito. A leitura de que um core moderno é a base para os agentes de IA vem ganhando tração na indústria. “Investimos porque o problema é real, a tração é real, e o time construiu algo em que instituições podem confiar em operações ao vivo” (em tradução livre), afirma Eiichiro So, CEO da SBI Ven Capital. Com o aporte, a Pints AI quer reforçar governança e auditoria para novos ambientes regulatórios e lançar o Autothought Studio, conjunto de ferramentas para que os próprios clientes construam e administrem suas operações de IA.








