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RiscoIA · Deutsche Bank

IA do Deutsche Bank prevê impacto em empregos de finanças

Ferramenta própria do banco analisa setores mais vulneráveis à automação e aponta gestão de patrimônio como alvo prioritário

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· 2 min

Atualizado em

O Deutsche Bank decidiu usar sua própria inteligência artificial para prever o futuro do trabalho — e a resposta não é animadora para profissionais de finanças e tecnologia. A ferramenta dbLumina, que roda sobre o modelo Gemini 2.5 Pro do Google, traçou um cenário de disrupção massiva em setores ricos em dados e tarefas automatizáveis, com foco especial no mercado financeiro.

Gestão de patrimônio no centro da transformação

Segundo o relatório divulgado pelo Finextra, a área de wealth management deve sofrer o impacto mais profundo, com o papel humano sendo fundamentalmente desafiado. Os números reforçam a tendência: o mercado global de robo-advisors deve saltar de US$ 7,39 bilhões em 2023 para US$ 72 bilhões até 2032. O volume de ativos sob gestão dessas plataformas automatizadas deve atingir US$ 2,33 trilhões já em 2028.

A análise aponta ainda que trading algorítmico, detecção de fraudes e atendimento ao cliente já estão sendo transformados pela tecnologia. Funções que envolvem processamento de dados estruturados, como contabilidade, auditoria e trabalho paralegal, também aparecem na lista de atividades vulneráveis.

Onde buscar refúgio profissional

Para quem quer evitar a substituição por algoritmos, a própria IA sugere setores que dependem de inteligência emocional, habilidades manuais ou liderança estratégica. Enfermagem, educação, construção civil e cargos de alta gestão aparecem como opções mais protegidas. Outra alternativa é abraçar a mudança: carreiras em engenharia de prompts, ética em IA e treinamento de sistemas devem permanecer relevantes por mais tempo.

O movimento reflete uma tendência já sentida nos mercados. Nas últimas semanas, ações de empresas de tecnologia, software e finanças foram pressionadas pelo temor de investidores sobre o avanço acelerado da automação, especialmente em plataformas de comparação financeira e consultorias de investimento. A ironia é que agora são os próprios bancos que medem, com suas ferramentas, a profundidade da transformação que está por vir.

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