O Inter atingiu 2 milhões de pagamentos por mês via Open Finance, 64 vezes mais do que registrava no início da Jornada Sem Redirecionamento (JSR). O dado foi apresentado por Gustavo Borges, superintendente do Inter, durante o APIX 2026 e mostra que o banco transformou a integração com o ecossistema aberto em motor de retenção e de transação.
A curva é íngreme: 18 mil transações em 2024, 172 mil em 2025 e 1 milhão no acumulado dos primeiros meses de 2026, sem contar o estoque de 14 milhões de pagamentos e 423 mil vínculos ativos. A JSR, habilitada em parceria com a Sensedia, elimina o salto entre apps no momento de pagar e mantém o usuário dentro da instituição em que o débito acontece, com efeito direto sobre engajamento e fricção.
Pagamentos Inter via Open Finance: curva de adocao
| Periodo | Transacoes | vs. inicio |
|---|---|---|
| 2024 (inicio JSR) | 18 mil | 1x |
| 2025 | 172 mil | ~10x |
| 2026 (acumulado) | 1 milhao | ~56x |
| Hoje (rodando) | 2 mi/mes | 64x |
Dados do Inter apresentados no APIX 2026. Fonte: TI Inside
Open Finance deixou de ser obrigação para virar ativo
“A gente pode entender o que aquele outro investimento está oferecendo e entender como eu posso reter o cliente”, afirmou Borges, citando o uso de dados agregados de outras instituições para personalizar a oferta. A leitura ecoa o que a pesquisa da Mastercard publicada hoje apontou: 77% dos clientes considerariam trocar de banco diante de proposta melhor, e o Open Finance é o canal que entrega essa proposta.
Em entrevista ao podcast Let’s Money em 2026, Natália Cruz, Head de Open Finance da Sensedia, descreveu o mesmo movimento: “O Open Finance é realmente uma forma de você conhecer melhor o seu cliente, de você adotar estratégias novas. Não é um caminho fácil, mas tem muitos benefícios.” (episódio completo). A tese central do episódio é que o dado vira motor de negócio quando há caso de uso claro, exatamente o que o Inter resolveu ao colocar o pagamento dentro da própria interface.








