Ir para o conteúdo

InvestimentosInternacional · Europa

KPMG: aporte em fintechs da EMEA cai a US$ 11,3 bi

Investimento em fintechs da EMEA caiu a US$ 11,3 bilhões no 1º semestre, ante US$ 18 bi, enquanto o mercado global somou US$ 103,1 bi, diz a KPMG.

por

· 3 min

Atualizado em

Foto de Blogging Guide na Unsplash

O investimento em fintechs da EMEA (Europa, Oriente Médio e África) caiu para US$ 11,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 626 negócios, ante US$ 18 bilhões no semestre anterior. O recuo, apontado pelo relatório Pulse of Fintech da KPMG, contrasta com o mercado global, que somou US$ 103,1 bilhões no mesmo intervalo.

Investimento em fintech por região (1º semestre de 2026)

Região Investimento no 1º semestre de 2026
Global US$ 103,1 bi (de US$ 72,2 bi no 2º sem. de 2025)
Américas US$ 86,9 bi (EUA: US$ 80,8 bi)
EMEA US$ 11,3 bi (de US$ 18 bi no 2º sem. de 2025)

Investimento global em fintech no 1º semestre de 2026, por região. Fonte: KPMG

O dinheiro se concentrou nas Américas

No agregado global, o investimento em fintech via venture capital, private equity e fusões e aquisições subiu de US$ 72,2 bilhões no segundo semestre de 2025 para US$ 103,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, o ritmo anual mais forte em quatro anos. As Américas puxaram o movimento, com US$ 86,9 bilhões em 1.120 negócios, dos quais US$ 80,8 bilhões nos Estados Unidos. A concentração reforça o peso do mercado norte-americano como destino preferencial de capital em fintech no período.

O volume de negócios, porém, seguiu contido: foram 2.100 acordos no mundo, ante 2.501 no semestre anterior. Na EMEA, os 626 negócios ficaram abaixo dos 753 do período passado, sinal de investidores mais seletivos. A leitura regional negativa não é isolada: a mesma série da KPMG apontou que o investimento em fintechs no Canadá caiu 40% em um ano.

A Irlanda dentro do recorte

O relatório detalhou a Irlanda, onde o investimento recuou 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, de US$ 173 milhões para US$ 158 milhões. A queda veio apesar de rodadas grandes fechadas no semestre: US$ 110 milhões captados pela Fonoa, de automação tributária, e US$ 22 milhões pela Circit, plataforma de auditoria.

“O setor de fintech da Irlanda continua forte em 2026, apesar da queda no investimento em relação ao mesmo período do ano passado”, afirmou Ian Nelson, sócio e head de serviços financeiros e regulatório da KPMG na Irlanda. No Brasil, o apetite correu em outra direção: fintechs levaram 67% dos aportes em startups no primeiro semestre.

O que observar

A retração na EMEA vem acompanhada de queda no número de negócios, não só no volume financeiro, o que sugere um ciclo de maior seletividade dos investidores. Vale acompanhar se o capital continuará se concentrando em rodadas de estágio avançado, com modelos de negócio já em escala, em detrimento de fintechs de estágio inicial.

Se essa concentração se confirmar, os atores mais expostos são as fintechs early-stage e os fundos de venture capital com teses regionais fora das Américas. A pergunta que fica é se a divergência entre o polo americano e as demais regiões é conjuntural, ligada a incerteza macroeconômica, ou o início de um rearranjo mais duradouro na geografia do investimento em fintech.

Fontes: FinextraKPMGLet’s MoneyLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.