O investimento em fintechs da EMEA (Europa, Oriente Médio e África) caiu para US$ 11,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 626 negócios, ante US$ 18 bilhões no semestre anterior. O recuo, apontado pelo relatório Pulse of Fintech da KPMG, contrasta com o mercado global, que somou US$ 103,1 bilhões no mesmo intervalo.
Investimento em fintech por região (1º semestre de 2026)
| Região | Investimento no 1º semestre de 2026 |
|---|---|
| Global | US$ 103,1 bi (de US$ 72,2 bi no 2º sem. de 2025) |
| Américas | US$ 86,9 bi (EUA: US$ 80,8 bi) |
| EMEA | US$ 11,3 bi (de US$ 18 bi no 2º sem. de 2025) |
Investimento global em fintech no 1º semestre de 2026, por região. Fonte: KPMG
O dinheiro se concentrou nas Américas
No agregado global, o investimento em fintech via venture capital, private equity e fusões e aquisições subiu de US$ 72,2 bilhões no segundo semestre de 2025 para US$ 103,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, o ritmo anual mais forte em quatro anos. As Américas puxaram o movimento, com US$ 86,9 bilhões em 1.120 negócios, dos quais US$ 80,8 bilhões nos Estados Unidos. A concentração reforça o peso do mercado norte-americano como destino preferencial de capital em fintech no período.
O volume de negócios, porém, seguiu contido: foram 2.100 acordos no mundo, ante 2.501 no semestre anterior. Na EMEA, os 626 negócios ficaram abaixo dos 753 do período passado, sinal de investidores mais seletivos. A leitura regional negativa não é isolada: a mesma série da KPMG apontou que o investimento em fintechs no Canadá caiu 40% em um ano.







