O investimento em fintechs no Canadá somou US$ 996,7 milhões em 47 negócios no primeiro semestre de 2026, queda de mais de 40% ante os US$ 1,7 bilhão aplicados em 82 negócios no mesmo período de 2025. Os números são do relatório Pulse of Fintech, da KPMG.
Investimento em fintechs no Canadá
| Período | Valor investido | Negócios |
|---|---|---|
| 1º semestre de 2025 | US$ 1,7 bilhão | 82 |
| 1º trimestre de 2026 | US$ 375 milhões | 24 |
| 2º trimestre de 2026 | US$ 621,7 milhões | 23 |
| 1º semestre de 2026 | US$ 996,7 milhões | 47 |
Relatório Pulse of Fintech do primeiro semestre de 2026, da KPMG. Fonte: Canadian Mortgage Professional
O número de operações caiu de 82 para 47, e o valor médio por negócio subiu: o segundo trimestre concentrou US$ 621,7 milhões em 23 negócios, contra US$ 375 milhões em 24 negócios no primeiro. O levantamento reúne capital de risco, private equity e fusões e aquisições (M&A), conforme o recorte global publicado pela KPMG.
“A fintech canadense entrou em uma fase de maturação seletiva, com investidores indo atrás de menos negócios, mas aplicando mais escrutínio aos seus investimentos”, afirmou Dubie Cunningham, sócia da prática de Banking and Capital Markets da KPMG Canadá. Segundo ela, o capital tem procurado empresas com escala, competência especializada em inteligência artificial e posição competitiva diante das reformas em preparação no país.
O que puxou o investimento em fintechs no Canadá
O maior cheque do semestre foi uma rodada Série E de US$ 218,6 milhões na Nesto, credora de hipotecas online, que avaliou a empresa em US$ 1 bilhão. O crédito imobiliário já vinha atraindo compradores no país: em março de 2026, o Royal Bank of Canada comprou uma fintech canadense de crédito imobiliário.
O segundo maior negócio foi a compra da WonderFi Technologies, de Toronto, pela Robinhood Markets, por US$ 168,4 milhões. Ativos digitais foram o segundo segmento mais ativo do semestre, atrás de inteligência artificial: fintechs orientadas a IA e machine learning receberam 19 investimentos, mais do que qualquer outro segmento. Capital estrangeiro também entrou por outras portas, como o aporte do fundo Mubadala na canadense Koho.








