O Instituto de Previdência do Distrito Federal (Iprev-DF) pretende vender sua participação de 12,3% no BRB, mas aguarda o momento mais adequado para a operação. A decisão surge em meio à crise que atinge o banco público de Brasília após a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, revelar fraudes de mais de R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master.
As ações do BRB acumulam queda de 44% desde o início do escândalo. Apenas em 2025, a desvalorização já se aproxima de 30%. No pregão de 25 de fevereiro, a ação BSLI3 fechou cotada a R$ 4,81, enquanto em dezembro o Iprev calculava o valor em R$ 8,86.
Momento desfavorável para venda
Raquel Galvão, diretora-presidente do Iprev-DF, afirmou ao NeoFeed que o instituto pretende se desfazer de 100% das ações do banco. Porém, no momento atual, a operação não seria vantajosa. “Na visão do nosso comitê de investimentos e do Conselho de Administração, neste momento não seria prudente, porque a gente não conseguiria fazer nenhuma venda e obter um resultado positivo”, explicou.
Na última carteira de investimentos divulgada pelo Iprev, de dezembro de 2024, as ações do BRB eram avaliadas em R$ 531 milhões, equivalendo a 6,39% do patrimônio total de R$ 8,315 bilhões sob gestão do instituto. A desvalorização já ultrapassou 50% desde novembro, quando a operação da PF foi deflagrada.








