O Itaú detalhou na Semana de Produtos 2026 como agentes de IA já participam ativamente do design e do desenvolvimento de software no banco. Em um experimento, um ciclo de produto que levaria 18 dias foi concluído em 14 horas com agentes; no ecossistema de Seguros, squads relataram ganhos próximos a 300% em velocidade ao usar agentes especializados em PM, Tech Lead e desenvolvimento.
Os números da Semana de Produtos 2026
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Iniciativas que usam IA | mais de 84% |
| Produtos e processos com IA generativa | mais de 760 |
| Colaboradores usando GenAI | cerca de 56 mil |
| Colaboradores em programas de capacitação | mais de 10 mil |
| Ciclo simulado de Pix por voz | de 18 dias para 14h (automatizado) ou 5 dias (híbrido) |
| Squad de Seguros (velocidade) | próximos de 300% |
Números apresentados na Semana de Produtos 2026. Fonte: TI Inside
Do design ao código: agentes em todas as fases
Eduardo Maia, superintendente de Design, e Lucas Barbosa, superintendente de Engenharia de TI, descreveram um arranjo em que agentes assumem responsabilidades específicas ao longo do desenvolvimento: pesquisa, descoberta de problemas, geração de hipóteses, prototipação e validação de experiência. O suporte vem de ferramentas como Vox AI e Dovetail, que analisam pesquisas e interações com clientes para alimentar agentes que produzem insights, hipóteses e protótipos. “Estamos saindo da execução para a orquestração. O desafio agora é entender como humanos e agentes trabalham juntos para gerar melhores resultados”, explicou Maia.
No ecossistema de Seguros, Barbosa coordena há cerca de um ano um projeto que treinou agentes em papéis específicos (Product Manager, Tech Lead, desenvolvedor) e os abasteceu com regulação da Susep, normas do Banco Central, frameworks internos de desenvolvimento e código legado da casa. Um orquestrador distribui tarefas, consulta especialistas virtuais e integra os resultados ao ambiente de desenvolvimento, com testes automatizados e validação humana no fluxo. O alerta vem do próprio Barbosa: “Uma arquitetura forte é potencializada pela IA. Uma arquitetura frágil também”.








