A Itaú Asset alcançou R$ 62 bilhões sob gestão em mercados privados, consolidando sua entrada em uma área que movimenta cerca de R$ 2 trilhões no Brasil. O salto é expressivo: há quatro anos, a gestora administrava apenas R$ 2 bilhões nesse segmento. O crescimento acelerado levou a uma reestruturação completa da casa, que hoje administra R$ 1,2 trilhão em ativos totais.
A expansão coincide com o fim das restrições que a Itaú Asset mantinha com a Kinea, gestora de investimentos alternativos criada há quase 20 anos em parceria com Márcio Verri. Antes havia um pacto de não competitividade entre as duas casas. Agora, a pista está livre para que a asset do Itaú atue em segmentos antes restritos.
Nova vertical e liderança especializada
Desde o fim do ano passado, a Itaú Asset foi dividida em quatro verticais: asset core (indexados e líquidos), multimesas (retorno absoluto), solutions e fund of funds, além da recém-criada private markets. Para liderar essa frente, a gestora trouxe Felipe Gottlieb, ex-sócio do BTG Pactual, onde atuou por quase 12 anos em capital privado.
Segundo informações do NeoFeed, Gottlieb afirma que esse mercado cresce mais de 20% ao ano em vários países, incluindo o Brasil. A estratégia busca diversificar produtos e reduzir a dependência do cenário macroeconômico.
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Crédito estruturado lidera portfólio
A principal frente da área é o crédito estruturado, que concentra cerca de R$ 50 bilhões sob gestão. Em seguida aparece a estratégia de capital solutions, com aproximadamente R$ 11 bilhões. A frente de ativos reais, que inclui imobiliário e infraestrutura, foi criada no semestre passado e soma cerca de R$ 1 bilhão.
A operação conta com cerca de 40 profissionais dedicados exclusivamente a private markets. Entre os parceiros estratégicos estão a Algarve, especializada em legal claims, e a AMG, focada em special situations. Porém, mais de 90% dos R$ 62 bilhões são de gestão própria.
Planos para 2025 e internacionalização
Para este ano estão previstos lançamentos de dois fundos: um de capital solutions e outro em ativos reais. A base de investidores é formada principalmente por clientes de wealth management e institucionais, incluindo fundos de pensão. Além disso, a estratégia tem atraído investidores internacionais interessados em oportunidades no país.
Carlos Augusto Salamonde, CEO da Itaú Asset, afirma que o mercado tem enorme potencial e a gestora quer estar na vanguarda desse segmento no Brasil. A expansão reforça o posicionamento da casa em um mercado estimado em R$ 2 trilhões no país, dos quais R$ 1,3 trilhão estão em crédito.