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RegulaçãoRegulação · EUA

Itaú recebe aval preliminar para abrir banco nos EUA

Itaú recebeu aval preliminar do OCC para criar o Itaú Bank e operar como banco nos EUA. Fed e FDIC ainda precisam aprovar antes da abertura.

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· 3 min

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casa.da.photo / Shutterstock.com

O Itaú Unibanco recebeu autorização preliminar do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para constituir o Itaú Bank e operar como banco nos EUA. A licença nacional ainda não libera a atividade: Federal Reserve e FDIC precisam analisar o pedido antes que a instituição comece a funcionar.

Itaú Bank: o que já foi aprovado e o que falta

Etapa Situação
Office of the Comptroller of the Currency (OCC) Autorização preliminar, anunciada em 17/08/2026
Federal Reserve Board Vai analisar o pedido
Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) Vai analisar o pedido
Início das atividades Sujeito a condições regulatórias e operacionais

Etapas informadas pelo Itaú Unibanco em comunicado ao mercado. Fonte: g1

Como o Itaú chegou ao pedido de banco nos EUA

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) em comunicado ao mercado. A licença partiu do OCC, órgão responsável pela supervisão de bancos nos Estados Unidos, e vale para um banco com abrangência nacional, batizado de Itaú Bank. “A abertura do Itaú Bank permanecerá sujeita ao cumprimento das condições regulatórias e operacionais aplicáveis, bem como à obtenção das aprovações necessárias junto às demais autoridades competentes”, disse o banco. Entre as autoridades que ainda vão analisar o pedido estão o Federal Reserve Board e a Federal Deposit Insurance Corporation.

O grupo opera nos Estados Unidos desde 1979 e afirma que a criação do Itaú Bank está alinhada à estratégia de “ampliar sua capacidade de atender clientes nos Estados Unidos” com “uma oferta mais abrangente de produtos e serviços financeiros naquele mercado”. Ao protocolar o pedido em março de 2026, o banco mirava 2,3 milhões de clientes de alta e altíssima renda, apoiado nos R$ 300 bilhões que clientes do Itaú Private mantêm alocados fora do Brasil. A licença se soma a outros movimentos do grupo no país, como a equipe do Cubo Itaú montada no Vale do Silício.

A fila brasileira por licença nos Estados Unidos

O Itaú não está sozinho na fila. O Nubank obteve do mesmo regulador uma aprovação condicional para formar o Nubank, N.A. em janeiro de 2026, cerca de quatro meses depois de protocolar o pedido, em setembro de 2025. Naquele caso, as condições incluem 12 meses para capitalizar integralmente a instituição e 18 meses para iniciar as operações, além das aprovações do FDIC e do Federal Reserve. Com a licença plena, a instituição passa a oferecer contas de depósito, cartão de crédito e crédito sob o arcabouço bancário federal americano.

O ponto de partida do Itaú é diferente: quase cinco décadas de presença nos Estados Unidos e uma carteira de clientes que já mantém patrimônio alocado fora do Brasil.

O que observar

O aval preliminar inaugura um intervalo em que a instituição precisa montar governança, capital e compliance sob o escrutínio de dois reguladores adicionais. Para bancos estrangeiros que buscam licença nacional nos Estados Unidos, esse trecho costuma ser o mais caro do percurso: exige capitalização antecipada, time local de risco e sistemas de prevenção à lavagem calibrados para o padrão americano, tudo antes de qualquer receita entrar.

Vale acompanhar o relógio. Aprovações nesse formato costumam vir com janelas definidas para capitalizar e abrir a operação, e o cumprimento delas é o teste prático da tese. A pergunta que fica é se a demanda por serviços bancários locais entre clientes latino-americanos de alta renda sustenta a estrutura de custo de um banco com licença plena, ou se parte desse público continua melhor servida por parcerias com instituições já licenciadas.

Fontes: g1Money TimesFinovate

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