Itaú abre 70 vagas na Batalha de Agentes, hackathon de IA
Batalha de Agentes reúne 70 pessoas em São Paulo em 26 e 27 de setembro de 2026 para criar agentes de IA generativa. Inscrições até 18 de setembro de 2026.
A Batalha de Agentes, hackathon do Itaú Unibanco, vai reunir 70 pessoas em São Paulo, no sábado 26 e no domingo 27 de setembro de 2026. Pelo regulamento oficial, o cadastro se encerra às 18h do dia 18 de setembro de 2026, e a organização distribui os aprovados em até 14 grupos de quatro a cinco integrantes.
O tema já vem fechado: cada equipe desenha um agente conversacional de inteligência artificial generativa para uma jornada financeira específica. Quem se inscreve não escolhe o time. O regulamento diz que “As Equipes serão formadas pelo Itaú Unibanco a seu critério, com base nos perfis dos Participantes”, e a inscrição corre de forma remota, pela plataforma Gupy. Colaboradores do banco não podem competir.
“Com a Batalha de Agentes, queremos mobilizar talentos para explorar como essa nova geração de soluções pode contribuir para decisões financeiras melhores e para uma relação de maior confiança e mais simples com o dinheiro”, afirmou João Araújo, diretor de estratégia, ciclo de vida do cliente e inteligência artificial do Itaú Unibanco, conforme o IT Forum.
Quem pode entrar na Batalha de Agentes e até quando
Os requisitos são curtos: disponibilidade nas datas, notebook próprio e inscrição no prazo. O texto oficial registra que “Não serão cedidos computadores e/ou notebooks para elaboração do desafio”. Participar é gratuito.
Na triagem, o banco diz que vai olhar experiência com modelos de linguagem e IA generativa, engenharia de prompts, integração com interfaces de programação (APIs), arquitetura e uso responsável da tecnologia. Na semana do evento, duas sessões online de preparação, uma sobre IA responsável e outra sobre ferramentas do Google, ficam gravadas.
O que diz o regulamento
Item
Regra
Inscrição
De 20 de agosto até as 18h de 18 de setembro de 2026, pela plataforma Gupy
Evento
26 e 27 de setembro de 2026, presencial
Formato
Até 14 grupos de quatro a cinco participantes, montados pelo banco
Entregáveis
Cinco por equipe, da proposta de negócio ao desenho de arquitetura
Nota
Negócio 30%, design e experiência 20%, arquitetura e dados 50%
Visão de negócio vale 30% da nota, design e experiência ficam com 20%, e arquitetura, engenharia e ciência de dados respondem por 50%, faixa que absorve segurança, adequação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e desenho da experimentação. Cada equipe entrega cinco materiais, da proposta de negócio ao documento de arquitetura.
A página oficial do desafio descreve uma banca com convidados externos e funcionários do banco, mais uma avaliação complementar por modelo de linguagem (LLM). Cada grupo tem cinco minutos para apresentar no domingo. O regulamento não fixa valor de prêmio: a premiação será definida depois e pode incluir troféus, brindes, assinatura anual do Google One Pro e Pontos Itaú em quantidade ainda não definida, só para a equipe vencedora. Os direitos sobre o código-fonte continuam com quem escreveu.
A disputa vem no ano em que o banco apresentou a ia.i, em 27 de julho de 2026, plataforma conversacional que estreou para cerca de 300 mil clientes e que o Itaú pretende levar a toda a base de clientes até o fim de 2026. No podcast Let’s Money, Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, disse sobre o ritmo de novidades do setor que “o desafio é separar o ruído do sinal”.
Competição curta bancada por instituição financeira costuma acumular funções, e esta edição deixa duas visíveis: gerar aprendizado para uma frente de produto interna e aproximar profissionais de fora dos times do banco. Vale acompanhar se instituições grandes passam a usar formatos de dois dias como porta de entrada de repertório técnico em IA generativa. Outra hipótese a testar é se a avaliação assistida por modelo de linguagem vira praxe em bancas desse tipo, e o que sobra de um protótipo de fim de semana diante da camada de conformidade que o setor financeiro exige.