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Itaú BBA vê tendência indefinida para bitcoin e altcoins

Itaú BBA vê tendência de médio prazo de bitcoin, ether, XRP e solana ainda indefinida e lista as resistências que os ativos precisam romper agora.

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· 2 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

Para o Itaú BBA, o rumo das maiores criptomoedas nos próximos meses continua em aberto, mesmo com a retomada observada nas semanas recentes. No cenário que o banco traçou para setembro, bitcoin, ether, XRP e solana aparecem diante de barreiras técnicas que precisam cair antes de o quadro virar francamente comprador, a começar pelo bitcoin, cuja principal resistência segue de pé.

Resistências-chave do relatório do Itaú BBA

Criptoativo Resistência-chave (R$)
Bitcoin 421,3 mil
Ether 13.135
XRP 8,55
Solana 569,90

Níveis técnicos do relatório do Itaú BBA para setembro. Fonte: Valor Econômico

O banco ainda não confirma uma tendência de alta

A postura é de cautela mesmo depois da recente escalada de preços. Na conta da instituição, os quatro ativos observados só sinalizariam um ciclo de valorização mais firme depois de deixarem para trás níveis de resistência importantes. Até lá, o horizonte de médio prazo fica sem direção definida, longe tanto de um viés altista quanto de baixa.

Para Lucas Piza, analista de ações e estratégia de varejo do Itaú, o salto de cotações registrado em agosto teve raiz técnica: o fechamento apressado de apostas na baixa, o chamado short squeeze, empurrou os preços para cima. Isoladamente, argumenta o analista, esse gatilho não basta para caracterizar uma virada de tendência mais ampla. A leitura conversa com o debate sobre como os bancos se posicionam diante do universo cripto.

Os níveis técnicos que o Itaú monitora

O documento mapeia pontos de virada para cada ativo. No bitcoin, o banco trata a faixa de R$ 359 mil como a linha de defesa que preserva o viés de alta, com novos alvos acima caso a barreira principal seja rompida. Entre os quatro nomes, o ether é apontado como o de configuração mais favorável, ao passo que XRP e solana seguem dependentes de furar os próprios tetos. Os patamares detalhados pela instituição, resumidos no quadro acima, funcionam como gatilhos que confirmam ou não a retomada.

O relatório também acompanha os ETFs de criptoativos negociados na B3, entre eles HASH11, BITH11, ETHE11, XRPH11 e SOLH11, num momento em que a bolsa amplia o acesso a esses papéis, como na chegada das opções de bitcoin e solana ao mercado regulado. O comportamento desses fundos serve de termômetro para a demanda institucional por exposição a cripto no país.

O que observar

Se os principais criptoativos romperem as resistências mapeadas pelas mesas de análise, a leitura de médio prazo pode migrar de indefinida para altista, com reflexo sobre os fundos de cripto listados em bolsa. Caso os suportes cedam, o repique recente tende a ser tratado como um movimento técnico, e não como o início de um novo ciclo. A dúvida em aberto é se a demanda por produtos regulados de criptoativos sustenta os preços quando o efeito de curto prazo se dissipa.

Fontes: Valor EconômicoItaú BBA

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