Para o Itaú BBA, o rumo das maiores criptomoedas nos próximos meses continua em aberto, mesmo com a retomada observada nas semanas recentes. No cenário que o banco traçou para setembro, bitcoin, ether, XRP e solana aparecem diante de barreiras técnicas que precisam cair antes de o quadro virar francamente comprador, a começar pelo bitcoin, cuja principal resistência segue de pé.
Resistências-chave do relatório do Itaú BBA
| Criptoativo | Resistência-chave (R$) |
|---|---|
| Bitcoin | 421,3 mil |
| Ether | 13.135 |
| XRP | 8,55 |
| Solana | 569,90 |
Níveis técnicos do relatório do Itaú BBA para setembro. Fonte: Valor Econômico
O banco ainda não confirma uma tendência de alta
A postura é de cautela mesmo depois da recente escalada de preços. Na conta da instituição, os quatro ativos observados só sinalizariam um ciclo de valorização mais firme depois de deixarem para trás níveis de resistência importantes. Até lá, o horizonte de médio prazo fica sem direção definida, longe tanto de um viés altista quanto de baixa.
Para Lucas Piza, analista de ações e estratégia de varejo do Itaú, o salto de cotações registrado em agosto teve raiz técnica: o fechamento apressado de apostas na baixa, o chamado short squeeze, empurrou os preços para cima. Isoladamente, argumenta o analista, esse gatilho não basta para caracterizar uma virada de tendência mais ampla. A leitura conversa com o debate sobre como os bancos se posicionam diante do universo cripto.








