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Itaú BBA cria área de properties e integra com o Itaú Asset

A nova área de properties do Itaú BBA une crédito do banco à gestão da Itaú Asset, cuja cobertura de real estate soma cerca de R$ 3,5 bilhões.

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· 3 min

Atualizado em

Reprodução

O Itaú BBA criou uma estrutura dedicada ao segmento de properties, ativos imobiliários de renda, e passou a atuar de forma conjunta com a Itaú Asset, que comprou 11 galpões da Log por R$ 1,02 bilhão em maio de 2026. A frente combina a originação e a concessão de crédito do banco com a gestão de recursos de terceiros da asset, para atuar em diferentes partes da estrutura de capital dos projetos.

Desde o segundo semestre de 2025, galpões logísticos, lajes corporativas e shopping centers, além de gestoras dedicadas ao mercado imobiliário, passaram a ter cobertura especializada no banco. Loteamentos e hotéis também entram, de forma mais seletiva.

A nova frente imobiliária do Itaú

Item Detalhe
Ativos cobertos galpões, lajes corporativas e shoppings; loteamentos e hotéis de forma seletiva
Modelo crédito do Itaú BBA + gestão de terceiros da Itaú Asset
Real estate na Itaú Asset cerca de R$ 3,5 bilhões
Total sob gestão em Private Markets R$ 80 bilhões
Em vigor desde segundo semestre de 2025

Estrutura informada pelo banco. Fonte: Itaú BBA

Crédito e equity na mesma mesa

A proposta é oferecer, para cada projeto, financiamento e investimento em posições diferentes da estrutura de capital, combinando crédito, participação e estruturas com prazos e perfis de risco variados. Na Itaú Asset, a cobertura de real estate está na área de Private Markets e reúne hoje cerca de R$ 3,5 bilhões em ativos, de um total de R$ 80 bilhões sob gestão da área. A gestora pretende ampliar de forma expressiva a presença no segmento nos próximos cinco anos.

“Essa especialização nos permite aprofundar o conhecimento sobre cada classe de ativo e entender com mais precisão as necessidades dos clientes. A partir disso, podemos combinar crédito, equity e estruturas com diferentes prazos e perfis de risco e retorno”, afirma Bruno Bianchi, diretor comercial do segmento imobiliário no Itaú BBA.

Logística e lajes puxam a demanda

O movimento acontece num mercado mais seletivo. No logístico, a expansão do comércio eletrônico e a busca por eficiência na armazenagem sustentam a demanda por espaços; nas lajes corporativas, a retomada da ocupação de escritórios somada à menor oferta de novos empreendimentos vem reduzindo a vacância em regiões consolidadas.

“Existem muitas oportunidades no mercado imobiliário de bons ativos, de qualidade, com geração de renda previsível que permitem diversificação do patrimônio dos investidores com bons retornos de longo prazo”, explica Felipe Gottlieb, responsável por Private Markets da Itaú Asset. O banco também vem ampliando outras frentes de atacado: em setembro de 2026, o Itaú BBA abriu inscrições para o Programa de Formação 2027, voltado a áreas como investment banking.

O que observar

A frente interessa a quem acompanha crédito estruturado e fundos imobiliários, num momento em que banco e gestora do mesmo grupo passam a cobrir o ativo dos dois lados, dívida e participação. Os pontos a acompanhar são o ritmo de crescimento dos R$ 3,5 bilhões em real estate que a asset diz querer ampliar, e como a atuação conjunta lida com o potencial conflito entre originar crédito e alocar recursos de investidores no mesmo projeto.

Fontes: Itaú BBALet’s Money: Itaú Asset compra 11 galpões da Log por R$ 1,02 bilhãoLet’s Money: Itaú BBA recebe inscrições do Programa de Formação até dia 6

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