A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou Itaú e Bradesco sobre a compra de carteiras de empréstimos do Banco de Brasília (BRB) após André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, revelar publicamente a operação. Os dois bancos confirmaram o negócio em consórcio 50/50, mas classificaram os valores como “imateriais”.
Respostas dos bancos à CVM
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Compradores | Itaú e Bradesco (consórcio 50/50) |
| Ativo | Empréstimos a estados e municípios com aval da União |
| Valor estimado | ~R$ 1 bi (segundo Esteves); bancos dizem ser menor |
| Posição do Itaú | “Imaterial”, não qualifica como fato relevante |
| Posição do Bradesco | “Não relevante” para carteira total |
Respostas dos bancos ao questionamento da CVM. Fonte: Valor Econômico
O que Esteves revelou sobre as carteiras do BRB
A declaração que provocou o questionamento partiu de Esteves durante conferência da plataforma Na Prática, do BTG. “O Bradesco e o Itaú já negociaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e municípios com aval da União”, disse Esteves, conforme reproduzido pela CVM. O Valor já havia noticiado a negociação em meados de janeiro.
Na resposta ao regulador, o Itaú confirmou que uma subsidiária “celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir […] certos ativos do Banco de Brasília”, mas classificou a transação como imaterial. O Bradesco detalhou que o valor é “menor que o montante mencionado” por Esteves e que as operações “não são consideradas relevantes em relação ao total da carteira de crédito”, afirmou o banco em comunicado à CVM.








